sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

QUEM SOU EU?



QUEM SOU EU?
UMA COMUM MORTAL
QUE PASSA PELA VIDA
CAÍDA.
DISTRAÍDA
E SEM RUMO NEM MEDIDA!

NÃO USO PALAVRAS CARAS
PORQUE SOBEJAMENTE SABEMOS,
QUE VAI ALTERAR TODO O SENTIDO
TANTA,MAS TANTA GENTE A FALAR BONITO!

VIRADA AO CONTRÁRIO.
-:O QUE DISSE????
DISSE TUDO,MAS NADA SE COMPREENDEU!!!

NÃO É CRITICA,DE FORMA ALGUMA.
É UM DESABAFO MEU,
 REVOLTADA
QUEBRADA
E PORQUE NÃO,AMALDICOADA?

SE LEVANTAR-MOS OS OLHOS AO ALTO.
TEMOS AQUI  UM FRACO RESUMO
DE QUEM SOMOS
DO QUE FOMOS
E DO QUE VIREMOS A SER.?

VIVER EM PORTUGAL
,É LUTAR
É ARRISCAR,
"CHAFURDAR"
BETINHA

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

0 SILÊNCIO!!!



Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
MIGUEL TORGA

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

NA PELE AINDA ÚMIDA......

Na pele ainda úmida 
pela saliva que ficou 
dos teus beijos
tuas mãos acariciaram cada poro
cada espaço teu, 
quando nossos lábios sedentos
se deliciaram com a poção mágica
da volúpia do desejo e do querer

Nela ficaram o gosto
e o aroma inebriante
da seiva do amor
na explosão dos nossos
inconfessáveis desejos

Na interminável noite
em que o dia não amanheceu
para que em nós se cumprisse
o rito sublime da paixão
que nossos corpos e almas procuraram
- desde sempre -
na urgência do amor
que em nós se fez eterno

MAKTUB!*

.
© Sonie Marie
(ao abrigo do código do direito de autor)

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Poderíamos acariciar o amor.....


Poderíamos acariciar o amor
se nossas mãos estivessem 
entrelaçadas

Poderíamos abraçar o amor
se nos nossos abraços 
nos sentíssemos inteiros

Poderíamos falar de amor
se nossas bocas soubessem saborear
os sublimes desejos da paixão

Poderíamos fazer o amor 
perpetuar-se em nós
se nos entregássemos
de corpo e alma...

Mas ficamos só(s) no desejo!
.
© Sonie Marie
(ao abrigo do código do direito de autor)
                        

domingo, 31 de dezembro de 2017

CARO AMIGO/A: CONVIDO-TE A TI E FAMÍLIA PARA
O EMBARQUE IMEDIATO NO VOO 2018
NA BAGAGEM, LEVA SÓ AS MELHORES RECORDAÇÕES DE 2017
DEIXA OS MAUS MOMENTOS NOS «PERDIDOS E ACHADOS»
A DURAÇAO DA VIAGEM, SERÁ EXACTAMENTE DE 12 MESES.
AS TUAS PRÓXIMAS ESCALAS SERÃO:
- SAÚDE, AMOR, ALEGRIA, HARMONIA, PROSPERIDADE E PAZ
 
O COMANDANTE DE BORDO PROPÕE-TE O MENÚ:
 
- COCKTAIL DE AMIZADE
SUPRÊME DE BOA SAÚDE
GRATINÉE DE PROSPERIDADE
PLATEAU DE EXCELENTES NOTÍCIAS
SALADA DE MUITA PROSPERIDADE
BÛCHE DE FELICIDADE
TUDO ACOMPANHADO DE MUITOS MOMENTOS DE ENORMES GARGALHADAS
 
BOA E AGRADÁVEL VIAGEM A BORDO DO VOO 2018!
E... BOM ANO!!!

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

TU,QUE DORMES AO LUAR!!!



“Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
(José Carlos Ary dos Santos, “Quando um homem quiser”)

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

O MEU NATAL!!!!!

 O MEU NATAL

NÃO VOU RECORDAR MEMORIAS
ELAS MAGOAM E REABREM FERIDAS
NO INTÍMO MAIS PROFUNDO, ONDE ESTÃO ESCONDIDAS.
É UMA ÉPOCA DE FESTEJAR
 O NASCIMENTO DE JESUS,,
E COM
O PASSAR DOS ANOS,DEU LUGAR AO PAI NATAL.
SE JESUS.PERDOU A QUEM O MATOU,
PORQUE  NÃO PERDOAR A QUEM
O IMITOU????

A TODOS UMAS BOAS FESTAS
UMA AMIGA SEMPRE AO VOSSO DISPOR
.
BETINHA CORREIA


sábado, 16 de dezembro de 2017

UMA CEGUEIRA ANUNCIADA!!!!


UMA CEGUEIRA ANUNCIADA

Não vês que não consegues
tocar-me
apesar de ambiguamente
me chorares?

Não vês um cadáver
de espuma
desenhar-se nas palavras
que inapelávelmente
se acomodam e se calam?.

Não vês que a vida
é mais importante
do que as pequenas mortes
de cada instante?

Não vês
que nunca
se regressa
duma despedida?

LuizaCaetano 2013/11/12
 

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

SONHAR!!!!!!

Você pode sonhar, criar, desenhar e 
construir o lugar mais maravilhoso do mundo... 
Mas é necessário ter pessoas 
para transformar seu sonho em realidade...
Walt Disney

sábado, 9 de dezembro de 2017

APRENDI....

Aprendi...
Que ouvir uma palavra de carinho...
faz bem a saúde!
Que um gesto de amor...
sempre aquece o coração!
Que o julgamento alheio...
não é importante!
Que se deve ser criança...
a vida toda!
Que é preciso...
cultivar a paz interior!
Que sonhar...
é preciso!
E que o mais importante de tudo...
é que somos livres para as nossas escolhas!
Não podemos viver apenas para nós mesmos!
Mil fibras nos conectam com outras pessoas
e por essas fibras nossas ações vão como causas...
E voltam para nos como efeito!
Aproveite ao máximo cada instante de sua vida,
Pois ele é único!
AD.

sábado, 2 de dezembro de 2017

o beijo

O Beijo de Alexandre O’Neill ( 1924-1986). Transcrevo-o com o imperscrutável olhar da gaivota que tudo desencadeou.
Gaivota 600px
O Beijo

Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escarcéu.
Ainda palpitante voa um beijo.

Donde teria vindo! (Não é meu…)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?

É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.

E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar…

Publicado pela primeira vez em No Reino da Dinamarca (1958) e transcrito de Poesias Completas 1951/1986,

sábado, 25 de novembro de 2017

BRAÇOS EXAUSTOS...



Braços Exaustos 

Abro os braços suspensos
Como velas de moinhos
Nas cumeadas dos montes
E já não tenho medo
Que os ventos diabólicos
Me levem para longe

Terei outros braços
Enleando as fantasias dos dias
Para me levarem apenas para poente
Onde o lume me espera
Na espuma vermelha do horizonte

Pelo caminho colherei o sol
Porque a sua distância
Ao meu chão plano
Será apenas a dum gesto
E as suas promessas
De estrela brilhante
Ficarão presas entre os meus dedos
Para encerrar a luz solar
E todas as tempestades
Entre os extremos dos meus braços alados
Que se fecham pouco a pouco

Fernando Reis Luís
(Monchique)

Fotografia - Moinho de vento- São Brás de Alportel

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A MÁQUINA DE COSTURA!!!!

A máquina de costura

Talhem-se as palavras justas
ao corpo do sofrimento
as imagens serão curtas
amplos os ombros do tempo
soltos os panos dos olhos
bordados os do talento
cosidos os dos ouvidos
ao forro do pensamento.
Tome-se o têxtil do tema
e corte-se o que é preciso
com a tesoura do riso.
Mas na orla do poema
depois da obra acabada
deixe-se ao menos um dedo
de tristeza embainhada.
Ary dos Santos


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

SENTIMENTO DO MUNDO!!




    Tenho apenas duas mãos
    e o sentimento do mundo,
    mas estou cheio escravos,
    minhas lembranças escorrem
    e o corpo transige
    na confluência do amor.
    Quando me levantar, o céu
    estará morto e saqueado,
    eu mesmo estarei morto,
    morto meu desejo, morto
    o pântano sem acordes.
    Os camaradas não disseram
    que havia uma guerra
    e era necessário
    trazer fogo e alimento.
    Sinto-me disperso,
    anterior a fronteiras,
    humildemente vos peço
    que me perdoeis.

    de Carlos Drummond de Andrade


    sexta-feira, 10 de novembro de 2017

    AMISADE!!!!


    A amizade consegue ser tão complexa... 
    Deixa uns desanimados, outros bem felizes... 
    É a alimentação dos fracos 
    É o reino dos fortes 

    Faz-nos cometer erros 
    Os fracos deixam se ir abaixo 
    Os fortes erguem sempre a cabeça 
    os assim assim assumem-os 

    Sem pensar conquistamos 
    O mundo geral 
    e construímos o nosso pequeno lugar 
    deixando brilhar cada estrelinha 

    Estrelinhas... 
    Doces, sensíveis, frias, ternurentas... 
    Mas sempre presentes em qualquer parte 
    Os donos da Amizade...
    DesconhecidoSUBLINHO

    sexta-feira, 3 de novembro de 2017

    PORQUE ENTÃO?



    Rude o chão deste meu humilde caminho
    que me obriga a morrer de sede
    à beira do rio da vida
    quando os lilases ainda se abrem perfumando tudo
    no correr das tardes mornas serenas e calmas.

    Ah! Vontade doida esta
    de te gritar este meu cansaço
    de te gritar este sonho tímido
    que guardo na haste mais alta e verde de mim.

    Vem amor
    não me deixes partir com os olhos rasos de água
    vem antes que eu habite o silêncio inacabável
    dormindo sangrando como um poente

    porque então
    só poderás ler os meus versos e beijar a minha lembrança
    na ramagem da brisa alta como num sonho
    e só ficarás com a lua branca que te causará frio.

    Olha como são suaves os cabelos deste entardecer.

    Margarida Sorribas
    (Reservados os direitos de autor)
     — 

    sexta-feira, 27 de outubro de 2017

    BÚZIO!!!!



    BÚZIO
    Um búzio surgido na areia pisada
    relembra-me os toques da terra sadia…
    Mil ecos sentidos com seiva lavrada
    dum chão cultivado que não se desvia!

    Um búzio desperto, na praia apagada,
    devolve-me o canto da luz do meu dia!
    A concha do tempo refaz-se alvorada,
    com notas que sempre serão melodia!
    Um búzio sem horas embala o destino
    das ondas geladas do mar deste inverno,
    fazendo do frio, mil novas nascentes...
    Um búzio ressoa com voz de menino,
    tocando os solfejos do berço mais terno,
    que fez de mim homem com várias vertentes!
    30/12/2014
    in "MAR REVERSO (Ecos da Terra, do Mar e da Vida)", 2015

    segunda-feira, 23 de outubro de 2017

    A VISÃO DA HISTORIA POR UM MENINO.


    HENRIQUE GALVÃO !

    No liceu, numa aula de História, o professor pergunta ao aluno:
    - Diga-me, menino Augusto, qual foi o português que, ao longo da sua vida, lidou mais de perto com os Santos ?
    O aluno pensa durante alguns momentos, respondendo por fim:
    - Foi Henrique Galvão, senhor professor !
    - Ora essa ! - Admirou-se o professor. Então porquê ?
    O aluno:
    - Porque nasceu em Santa Isabel, no dia de Santo Hilário.
    Foi baptizado no dia de Santa Catarina e frequentou a escola de Santa Filomena.
    Morava no Campo de Sant'Ana, deu uma queda em Santa Bárbara e foi socorrido no Hospital da Ordem Terceira de São Francisco.
    Foi preso e julgado no Tribunal de Santa Clara, pelo juiz Santiago.
    Esteve internado sob prisão no Hospital de Santa Maria, de onde fugiu no dia de Todos os Santos.
    Assaltou o paquete Santa Maria, ao qual deu o nome de Santa Liberdade.
    Passou pela Ilha de Santa Lúcia, a caminho de terras de Santa Cruz, fixando residência em São Paulo, na Rua de Santa Teresinha, onde viveu exilado, por causa de um "Santo" António que vivia em São Bento e era natural de Santa Comba Dão…..
    AD.
     

    sexta-feira, 20 de outubro de 2017

    CONTA E TEMPO...


    SONETO (Sec. XVII) de Frei António das Chagas !
    No século XVII, época do Barroco, os artistas eram dados a estes jogos. Às vezes até se ficavam pelos trocadilhos, não curando dos assuntos. Mas este tem assunto bem recheado de saber.


    CONTA E TEMPO
    Deus pede estrita conta de meu tempo.
    E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta.
    Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,
    Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

    Para dar minha conta feita a tempo,
    O tempo me foi dado, e não fiz conta.
    Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
    Hoje, quero fazer conta, e não há tempo.

    Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
    Não gasteis vosso tempo em passatempo.
    Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta!

    Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
    Quando o tempo chegar, de prestar conta,
    Chorarão, como eu, o não ter tempo...