EU DIGO:

SERÃO SEMPRE BEM-VINDOS AO MEU ESPAÇO.
MUITO OBRIGADA PELA VOSSA VISITA

.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

AMANHA!!!!

V.Vangogh
imagem da net


Amanhã,
quando o poema invadir os teus braços
e percorrer inteiro as veias do teu corpo,
será nas mãos que revelarás
a percepção do desejo
que há na luz do teu olhar.


Acordarás, então,
a perfeição dos teus seios
e a ternura inundará a tua pele,
moldando-te a voz
em timbres que julgavas esquecidos
nas palavras da memória submersa.


Haverá,
nesse tempo de rosas, bandos
de andorinhas perfumadas no teu rosto,
mas não será minha essa virtude,
já que me darei em silêncio
para não paralisar a beleza do teu voo.




Nilson Barcelli © Outubro 2011

quinta-feira, 23 de maio de 2013

UMA PÁLIDA SOMBRA!!


Ao meu corpo te chamo...

Fecho os olhos...em sonhos te chamo ao meu corpo de água
À minha cama de espinhos...aos meus lençóis de amargura
Ao meu sono inquieto...às minhas madrugadas de mágoa
Chamo-te à minha noite vazia...ao meu olhar de ternura

Sou uma pétala a entardecer...uma folha seca de Outono
Nua de mim e despida de ti...sou o que sobrou da ilusão
Uma pálida sombra...um triste sorriso...despido de sonho
Silencioso grito...num corpo de mulher vestido de solidão

Comigo dorme a noite...a noite negra...o vazio dos braços
E o silêncio sufocado...as mãos sem nada e eu sem mim
E o corpo adormecido...e a dor que me prende...os laços
E o tempo que se esvai...neste labirinto onde me perdi

Tenho as asas cansadas...o coração ferido...a boca despida
Os sonhos rasgados...os passos perdidos... o olhar vazio
O azul enegrecido...o céu tão longe e eu de mim esquecida
E os lençóis gelados...a pele sem ti...e a mulher com frio

Entardeci e envelheci...perdida de mim e esquecida de ser
Esperei-te era rosa...fiz-me espinho...mastiguei os cardos
Caminhei pelas pedras...chorei invernos...deixei de querer
Cantei a dor da ternura...soletrei poemas...escrevi dardos

Já abracei tantos sonhos...já escrevi tanta mágoa...já chorei
Despedi-me do amor...amordacei o desejo...parei no tempo
Afundei-me no abismo...voei no infinito...ao céu não cheguei
Fui ao inferno...abraçei as trevas...dancei nua na voz do vento

 (Um Desabafo)

terça-feira, 21 de maio de 2013

AMOR DE AMIGO É:


Rita Mara Lorusso Todeschi

  • Amor de amigo é coisa engraçada!
    É diferente de amor de pai, de mãe, de irmão, de namorado...
    Amor de amigo é amor que completa a gente.
    Um amigo não precisa estar com a gente o tempo todo, porque amor de amigo vence a distância.
    Amigo que é amigo mesmo pode até ter outros amigos, porque amor de amigo nunca acaba. Ele ...se multiplica.

    Tem amigo de tudo quanto é jeito: de infância, da escola, de bairro, de igreja, de faculdade, de internet, amigo de amigo...
    Tem amigo até que a gente nem lembra de onde veio. E cada um deles tem um espaço guardado na memória e no coração.
    Amigo é amigo porque está presente nos momentos mais importantes da vida da gente: o primeiro beijo, a primeira festa, a aprovação no vestibular, um picnic sábado à tarde, um dia de praia, ou até um almoço de domingo.
    Aos meus amigos, a todos eles, eu desejo que conquistem cada vez mais amigos.
    Porque amor de amigo não se cansa de amar. 
    (Pedro Bial)

    Aos Amigos desejo tudo do melhor!!!!


sexta-feira, 17 de maio de 2013

A Dama de Avalon

Imagem da  net
A maior aventura de um ser humano é viajar,
E a maior viagem que alguém pode empreender
É para dentro de si mesmo.
E o modo mais emocionante de realizá-la é ler um livro,
Pois um livro revela que a vida é o maior de todos os livros,
Mas é p
ouco útil para quem não souber ler nas entrelinhas
E descobrir o que as palavras não disseram...

(Augusto Cury)


UM BOM FIM DE SEMANA

domingo, 12 de maio de 2013

O TAMANHO DE UMA PESSOA!!!

IMAGEM DA NET


O Tamanho de uma pessoa

"Como se mede uma pessoa?
Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.

Ela é enorme para você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravada.

É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando se desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.

Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês. Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, e sim de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão e, ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma...

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho...

Seja sensível... ame e compreenda o outro e fortaleça os laços de amizade!"

Martha Medeiros
 —

quarta-feira, 8 de maio de 2013

MENDIGA!!



MENDIGA

FLORBELA ESPANCA

Na vida nada tenho e nada sou;
Eu ando a mendigar pelas estradas...
No silêncio das noites estreladas
Caminho, sem saber para onde vou!

Tinha o manto do sol... quem mo roubou?!
Quem pisou minhas rosas desfolhadas?!
Quem foi que sobre as ondas revoltadas
A minha taça de oiro espedaçou?!

Agora vou andando e mendigando, 
Sem que um olhar dos mundos infinitos 
Veja passar o verme, rastejando...

Ah, quem me dera ser como os chacais
Uivando os brados, rouquejando os gritos
Na solidão dos ermos matagais!...





arte "john georg"


arte "john georg"

MENDIGA

FLORBELA ESPANCA

Na vida nada tenho e nada sou;
Eu ando a mendigar pelas estradas...
No silêncio das noites estreladas
Caminho, sem saber para onde vou!

Tinha o manto do sol... quem mo roubou?!
Quem pisou minhas rosas desfolhadas?!
Quem foi que sobre as ondas revoltadas
A minha taça de oiro espedaçou?!

Agora vou andando e mendigando, 
Sem que um olhar dos mundos infinitos 
Veja passar o verme, rastejando...

Ah, quem me dera ser como os chacais
Uivando os brados, rouquejando os gritos
Na solidão dos ermos matagais!...






quarta-feira, 1 de maio de 2013

OS COLOMBOS







Os Colombos

Outros haverão de ter
O que houvermos de perder.
Outros poderão achar
O que, no nosso encontrar,
Foi achado, ou não achado,
Segundo o destino dado.

Mas o que a eles não toca
É a Magia que evoca
O Longe e faz dele história.
E por isso a sua glória
É justa auréola dada
Por uma luz emprestada.

             Fernando Pessoa, in Mensagem