SOU EU PRÓPRIA!!!

A minha foto

..Se as flechas perfuram o corpo,

as palavras podem trespassar a alma...

(Umberto Ec

EU DIGO:

SERÃO SEMPRE BEM-VINDOS AO MEU ESPAÇO.
MUITO OBRIGADA PELA VOSSA VISITA

.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

FOLHAS MORTAS!!!!!


FOLHAS CAÍDAS
Os meus pensamentos
são como as folhas de uma árvore
que tem a minha idade .
Enquanto umas folhas caem
outras há
que num tempo vão nascer .
Saem idênticas
mas em posições diferentes
conforme o que o vento
fez aos ramos .
Umas desaparecem
outras trazem vida
e a árvore é sempre a mesma .
Envelheceu , mas não morre .
Tem raízes que a sustentam
Tem paz e amor
Tem poesia .
Não a cortem
nem a queimem !
Tereis a sombra
e a luz do seu ser .
Tereis a paz
Tereis a vida .
Rui Pina
(reservados direitos de autor nos termos da lei )
SUBLINHO TOTALMENTE

sábado, 8 de outubro de 2016

COISA AMAR



Coisa Amar

Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.

Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.

Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como doi

desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.
Manuel Alegre

sábado, 1 de outubro de 2016

PARA ATRAVESSAR CONTIGO O DESERTO DO MUNDO!!!!!!!



PARA ATRAVESSAR CONTIGO O DESERTO DO MUNDO
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento
Sophia de Mello Breyner Andresen
Livro Sexto (1962)