sexta-feira, 13 de junho de 2014

QUE TEXTO...




 Que texto..

Aprendi que Amores eternos podem acabar em uma noite.
Que grandes amigos podem se tornar grandes inimigos.
Que o amor sozinho não tem a força que imaginei.
Que ouvir os outros é o melhor remédio e o pior veneno,
Que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade, afinal, gastamos uma vida inteira para conhecer a nós mesmos.
Que os poucos amigos que te apoiam na queda, são muito mais fortes do que os muitos que te empurram.
Que o "nunca mais" nunca se cumpre, que o "para sempre" sempre acaba. Que minha família com suas mil diferenças, está sempre aqui quando eu preciso.
Que ainda não inventaram nada melhor do que colo de Mãe desde que o mundo é mundo.
Que vou sempre me surpreender, seja com os outros ou comigo.
Que vou cair e levantar milhões de vezes, e ainda não vou ter aprendido TUDO."
Estamos aqui de passagem..

William Shakespeare
  

quinta-feira, 5 de junho de 2014

BONS AMIGOS...



Bons Amigos

Machado de Assis
Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir. Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende. Amigo a gente sente! Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar. Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende. Amigo a gente entende! Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar. Porque amigo sofre e chora. Amigo não tem hora pra consolar! Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade. Porque amigo é a direção. Amigo é a base quando falta o chão! Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros. Porque amigos são herdeiros da real sagacidade. Ter amigos é a melhor cumplicidade! Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho, Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!


sexta-feira, 30 de maio de 2014

CANÇÃO DA TERRA




Tudo aconteceu num certo dia
Hora de Ave Maria o universo vi gerar
No princípio o verbo se fez fogo
Nem atlas tinha o globo
Mas tinha nome o lugar
Era terra, terra

E fez, o criador, a natureza
Fez os campos e florestas
Fez os bichos, fez o mar
Fez por fim, então, a rebeldia
Que nos dá a garantia
Que nos leva a lutar
Pela terra, terra

Madre terra nossa esperança
Onde a vida dá seus frutos
O teu filho vem cantar
Ser e ter o sonho por inteiro
Ser sem-terra, ser guerreiro
Com a missão de semear
À terra, terra

Mas apesar de tudo isso
O latifúndio é feito um inço
Que precisa acabar
Romper as cercas da ignorância
Que produz a intolerância
Terra é de quem plantar
À terra, terra

Canção da Terra
O Teatro Mágico.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

ANJO DO AMOR

(PINTURA DA NET)


Anjo do Amor

Na luz se banha o anjo
na luz que teima o corpo do anjo molhar
salpica beijos de luzes no anjo
talvez seja esta sua única maneira de amar.

Irradiam no anjo as gotas de pura alegria
quando um leito prateado de espumas e risos
envolvem o anjo como a um mar indeciso
que rugem refulgem em espumas do amar.

Suspira meu anjo na luz que irradias
expulsas o escuro das noites para outro lugar
no céu as estrelas são lindas melodias
na alma do anjo floresce eterno sonhar.

Talvez uma lágrima surja de repente
são aguas da chuva cheirosos jasmins
porque se as lágrimas tornarem-se ausentes
morrerão de sede as flores de todos os jardins

A.D..


domingo, 4 de maio de 2014

MINHA MÃE!!!!


MINHA MÃE




MINHA MÃE

TENHO TANTAS SAUDADES DE TI
E DOS QUINZE ANOS QUE CONVIVEMOS.
FORAM POUCOS. MAS TÃO INTENSOS
QUE AINDA TENHO
NO CORAÇÃO DA MEMÓRIA
A TERNURA DAS TUAS PALAVRAS.

A TUA SUAVIDADE ERA  ENORME
E AS TUAS HISTORINNHAS
TINHAM UM VALOR  INESGOTÁVEL,
ERAM UMA DELÍCIA TENTADORA.

SÁBIA NOS TEUS CONSELHOS
E NA TUA FORMA DE ESTAR,
IMITEI O QUE ME FOI POSSÍVEL
MAS NÃO TE CONSEGUI  IGUALAR.
PORÉM, NÃO ME ESQUECI DA TUA ROSA.

MINHA MÃE
VEM
VEM TER COMIGO
NÃO IMPORTA OS ANOS QUE EU TENHA,
DÁ-ME O TEU COLO
COMO SE EU VOLTASSE A SER                                              
A TUA MENINA




           


PARA A MINHA MÃE
Betinha Correia


sexta-feira, 25 de abril de 2014

O TEU NOME...




De paixão e de música.
Louco relógio que canta
mortas horas antigas.

Eu pronuncio teu nome,
nesta noite escura,
e teu nome me soa
mais distante que nunca.
Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente que a mansa chuva.

Amar-te-ei como então
alguma vez? Que culpa
tem meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?
Será tranqüila e pura?
Se meus dedos pudessem
desfolhar a lua!!

Tradução: William Agel de Melo

sexta-feira, 18 de abril de 2014

SE AMANHA SENTIRES SAUDADES...


Charles Chaplin
pinterest
SE AMANHA SENTIRES SAUDADES

a tua caminhada ainda não terminou

 A realidade te acolhe 
Dizendo que pela frente
O horizonte da vida necessita 
De tuas palavras E do teu silêncio.
Se amanhã sentires saudades!

Lembra-te da fantasia e sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo 
Jamais conseguirão obter 
Porque é uma vitória que surge da paz,e não do ressentimento. 

 É certo que irás encontrar situações 
Tempestuosas novamente, mas haverá de ter sempre O lado bom da chuva que cai e não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem...
Atender a quem te chama é belo Lutar por quem te rejeita è quase chegar a perfeição. 
A juventude precisa de sonhos e se nutrir de lembranças assim como o leito dos rios precisa da água que rola...

O coração necessita de afecto. 
Não faças do amanhã o sinònimo de nunca 
Nem o ontem seja o mesmo
Que nunca mais teus passos parem e não  olhes para trás Mas vai em frente 
Pois há muitos que precisam 
Que chegues para poderem seguir-te.


pinterest

quinta-feira, 10 de abril de 2014

AS MÃOS...



As mãos

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade


MANUEL ALEGRE.


sexta-feira, 28 de março de 2014

A CIÊNCIA DO AMOR




A CIÊNCIA DO AMOR
O amor é um acordo que nos escapa
premissas traficadas sem certeza noite fora
em casas devolutas, em temporais, em corpos que não o nosso
aluviões para tentar de forma contínua
num sofrimento corrosivo que ninguém consegue
não chamar também de alegria
Pensamos que quando chegasse as nossas vidas acelerariam
mas nem sempre é assim:
há emoções que nos aceleram
outras que nos abrandam
Um mês ou um século mais tarde
movem-se ainda,
tão subtilmente que não se notam

:,  

sexta-feira, 21 de março de 2014

MARCAS ETERNAS...





MARCAS ETERNAS

Têm olhares que marcam a vida da gente...
Têm sorrisos que deixam sinais eternos...
Têm palavras que amolecem qualquer coração, 
Têm vozes que nos enternecem e permanecem pra sempre,
Têm expressões que nos arrebentam a alma e nos arrebatam...
Têm abraços que aconchegam seres tão próximos que se tornam irmãos...
Têm apertos de mãos que prendem uma amizade imortal...
Tem gente que quando entra na vida da gente vira-a de pernas pro ar...
...e ficamos perdidos de felicidade.
Tudo se torna uma manhã iluminada...
...e quando passa deixa só saudade.

Pe. Helder José C.Ss.R.
 

sexta-feira, 14 de março de 2014

EU SEI...NÃO TE CONHEÇO...




Eu sei, não te conheço mas existes.
por isso os deuses não existem,
a solidão não existe
e apenas me dói a tua ausência
como uma fogueira
ou um grito.

Não me perguntes como, mas ainda me lembro
quando no outono cresceram no teu peito
duas alegres laranjas que eu apertei nas minhas mãos
e perfumaram depois a minha boca.

Eu sei, não digas, deixa-me inventar-te.
não é um sonho, juro, são apenas as minhas mãos
sobre a tua nudez
como uma sombra no deserto.
É apenas este rio que me percorre há muito e deságua em ti,
Porque tu és o mar que acolhe os meus destroços.
É apenas uma tristeza inadiável, uma outra maneira de habitares
Em todas as palavras do meu canto.

Tenho construído o teu nome com todas as coisas.
tenho feito amor de muitas maneiras,
docemente,
lentamente
desesperadamente
à tua procura, sempre á tua procura
até me dar conta que estás em mim,
que em mim devo procurar-te,
e tu apenas existes porque eu existo
e eu não estou só contigo
mas é contigo que eu quero ficar só
porque é a ti,
a ti que eu amo.


JOAQUIM PESSOA

sexta-feira, 7 de março de 2014

UM ENCONTRO NUM BAR!!!!




Prova que é bom, é trova ao luar
Veronica Almeida e Abilio Fernandes

Um encontro num bar
Numa noite de magia
Numa roda de amigos
Ouvindo Pura Poesia...

E um sibemol
Soltando as amarras
Viola ao por do sol
O canto das cigarras.

Um velho barco ondulando
na rede do pescador
E um vento leve soprando
Uma canção de amor... 




O vento

Por mais que tente, o vento
não consegue adormecer
se não tiver nada para ler.
Seja uma folha de tília,
de bambu ou buganvília.

É por isso que o vento
arrasta folhas consigo,
até encontrar um abrigo,
onde possa adormecer.
- Arrastou até a folha,
onde eu estava a escrever

Jorge Sousa Braga, 2002

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

ENVELHECER...




Julio Machado Vaz
Envelhecer

Uma pessoa envelhece lentamente: primeiro envelhece o seu gosto pela vida e pelas pessoas, sabes, pouco a pouco torna-se tudo tão real, conhece o sginificado das coisas, tudo se repete tão terrível e fastidiosamente. Isso também é velhice. Quando já sabe que um corpo não é mais que um corpo. E um homem, coitado, não é mais que um homem, um ser mortal, faça o que fizer... Depois envelhece o seu corpo; nem tudo ao mesmo tempo, não, primeiro envelhecem os olhos, ou as pernas, o estômago, ou o coração. Uma pessoa envelhece assim, por partes. A seguir, de repente, começa a envelhecer a alma: porque por mais enfraquecido e decrépito que seja o corpo, a alma ainda está repleta de desejos e de recordações, busca e deleita-se, deseja o prazer. E quando acaba esse desejo de prazer, nada mais resta que as recordações, ou a vaidade; e então é que se envelhece de verdade, fatal e definitivamente. Um dia acordas e esfregas os olhos: já não sabes porque acordaste. O que o dia te traz, conheces tu com exactidão: a Primavera ou o Inverno, os cenários habituais, o tempo, a ordem da vida. Não pode acontecer nada de inesperado: não te surpreeende nem o imprevisto, nem o invulgar ou o horrível, porque conheces todas as probabilidades, tens tudo calculado, já não esperas nada, nem o bem, nem o mal... e isso é precisamente a velhice.

Sándor Márai, in 'As Velas Ardem Até ao Fim'

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

CORRE UM RIO SEM FIM!!!!




Entre o sono e sonho, 

Entre mim e o que em mim 
É o quem eu me suponho 
Corre um rio sem fim.



Passou por outras margens, 
Diversas mais além, 
Naquelas várias viagens 
Que todo o rio tem.



Chegou onde hoje habito 
A casa que hoje sou. 
Passa, se eu me medito; 
Se desperto, passou.



E quem me sinto e morre 
No que me liga a mim 
Dorme onde o rio corre 
Esse rio sem fim.



(Fernando Pessoa)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

ESTE AMOR INFINITO E IMACULADO!!!





Este Amor Infinito e ImaculadoQuerida, o teu viver era um letargo, 
Nenhuma aspiração te atormentava; 
Afeita já do jugo ao duro cargo, 
Teu peito nem sequer desafogava. 
Fui eu que te apontei um mundo largo 
De novas sensações; teu peito ansiava 
Ouvindo-me contar entre caricias, 
Do livre e ardente amor tantas delicias! 

Não te mentia, não. Sentiste-o, filha, 
Esse amor infinito e imaculado, 
Estrela maga que incessante brilha 
Da alma pura ao casto amor sagrado; 
Afecto nobre que jamais partilha 
O coracão de vícios ulcerado. 
Não sentes, nem recordas, já sequer? 
Quem deste amor te despenhou, mulher ? 

Eu não! Se muitos crimes me desluzem, 
Se pôde transviar-me o seu encanto, 
Ao menos uma só não me recusem, 
Uma virtude só: amar-te tanto! 
Embora injúrias contra mim se cruzem, 
Cuspindo insultos neste amor tão santo, 
Diz tu quem fui, quem sou, e se é verdade 
O opróbrio aviltador da sociedade. 

Camilo Castelo Branco, in 'Poema dedicado a Ana Plácido (1857)'

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Vens comigo?




 Vens comigo?


Vens comigo?
Temos barcos aportados
E um já a bolinar, atrevido.
Um pronto a partir, desenfreado,
Do lado do coração,
Outro, na outra banda,
Ainda preso ao cais da razão.
Mas ambos sabemos
Que já navegamos em todos,
Timidamente,
Ao mesmo tempo.
Há que tempo…
Num carrossel a medrar como silvas
Movido com beijos dos nossos.
Mesmo não percebendo a pergunta
Nem qual o destino,
Repito,
Vens comigo?
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