quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Pessoas vão embora de todas as formas:
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| Rita Mara Lorusso Todeschi |
Pessoas vão embora de todas as formas: vão embora da nossa vida, do nosso coração, do nosso abraço, da nossa amizade, da nossa admiração, do nosso país. E, muitas a quem dedicamos um profundo amor, morrem. E continuam imortais dentro da gente. A vida segue: doendo, rasgando, enchendo de saudade... Depois nos dá aceitação, ameniza a falta trazendo apenas a lembrança que não machuca mais: uma frase engraçada, uma filosofia de vida, um jeito tão característico, aquela peculiaridade da pessoa.
Mas pessoas vão embora. As coisas acabam. Relações se esvaem, paixonites escorrem pelo ralo, adeuses começam a fazer sentido. E se a gente sente com estas idas e também vindas, é porque estamos vivos.
Cuidemos deste agora. Muitos já se foram para nos ensinar que a vida é só um bocado de momento que pode durar cem anos ou cinco minutos. E não importa quanto tempo você teve para amar alguém, mas o amor que você investiu durante aquele tempo.
Segundos podem ser eternidades... ou não. Depende da ocasião.
(Marla de Queiroz)
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
CORPO DE ÁGUA!!!
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| SONI M.POMPI |
CORPO DE ÁGUA
"O nosso corpo é a nossa guerra, a nossa paz…
E é na guerra que o meu corpo d´água
em teu corpo de terra se desfaz…
Encharco esse teu corpo sedento
que, aos poucos, absorve de mim o alento,
e é com medo que te esventro,
só com medo…
que te esventro com medo que te vás!
E neste meu corpo d´água que se tenta
pelo teu corpo de terra sedenta
jorra a nascente que te envolve
te preenche e nos devolve a paz
JOAO MORGADO
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
PELA VERDADE E....
Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
deixa passar a Vida!
Natália Correia
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Perdida Esperança...
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| FOTOGRAFIA DA NET |
Soneto da Perdida Esperança
Perdi o bonde e a esperança.
Volto pálido para casa.
A rua é inútil e nenhum auto
passaria sobre meu corpo.
Vou subir a ladeira lenta
em que os caminhos se fundem.
Todos eles conduzem ao
princípio do drama e da flora.
Não sei se estou sofrendo
ou se é alguém que se diverte
por que não? na noite escassa
com um insolúvel flautim.
Entretanto há muito tempo
nós gritamos: sim! ao eterno.
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
NÃO SEI TEU NOME!!!
NÃO SEI TEU NOME
Joaquim Monteiro
Escrevo no tronco das árvores o teu nome
Abstracto, por não te saber soletrar
Mas também, para que serve o teu nome
Se te trato por Amor. Não será isso supremo?
Escrevo teu nome, para que a seiva te percorra
Numa presença constante e iluminada
Para que o tempo se desenvolva na clorofila de teus olhos
Nada mais conta, se não, esta necessidade de te amar.
De te chamar mar, inundando minha boca de sal
De te chamar barco, navegando a minha pele
Chamar-te Sol quando meus dias são mais negros que breu
Dizer-te lua, quando teu corpo é mais luminoso que as estrelas.
Que importa que não saiba dizer teu nome
Aquele por quem te identifica o mundo
E te deixa no louco anonimato dos dias.
O teu nome está em mim e eu permaneço nele
Tudo se reduz á palavra inventada em cada instante
Em cada esquina de teus lugares recônditos
Quando trocamos de lábios, sempre que me dizes
Que os nardos que plantaste no meu corpo
Têm o aroma das imprevisíveis montanhas.
Sei-te amor, pelas frondosas tílias que me cobrem
Aquelas doces tílias imutáveis
Que na fragrância de teus seios, repousam leves
Adormecendo meu espírito na beleza que lhes dás.
Amo-te mais que as nuvens a própria água
E pela cor dos teus mamilos, sei, qual
A luz que de mim te chega.
Sempre que me ausento, em mim se esconde,
A doce melodia de teus murmúrios.
Basta-me esse falar nos meus silêncios
Para cantar-te em todas as manhãs do mundo.
Joaquim Monteiro
Escrevo no tronco das árvores o teu nome
Abstracto, por não te saber soletrar
Mas também, para que serve o teu nome
Se te trato por Amor. Não será isso supremo?
Escrevo teu nome, para que a seiva te percorra
Numa presença constante e iluminada
Para que o tempo se desenvolva na clorofila de teus olhos
Nada mais conta, se não, esta necessidade de te amar.
De te chamar mar, inundando minha boca de sal
De te chamar barco, navegando a minha pele
Chamar-te Sol quando meus dias são mais negros que breu
Dizer-te lua, quando teu corpo é mais luminoso que as estrelas.
Que importa que não saiba dizer teu nome
Aquele por quem te identifica o mundo
E te deixa no louco anonimato dos dias.
O teu nome está em mim e eu permaneço nele
Tudo se reduz á palavra inventada em cada instante
Em cada esquina de teus lugares recônditos
Quando trocamos de lábios, sempre que me dizes
Que os nardos que plantaste no meu corpo
Têm o aroma das imprevisíveis montanhas.
Sei-te amor, pelas frondosas tílias que me cobrem
Aquelas doces tílias imutáveis
Que na fragrância de teus seios, repousam leves
Adormecendo meu espírito na beleza que lhes dás.
Amo-te mais que as nuvens a própria água
E pela cor dos teus mamilos, sei, qual
A luz que de mim te chega.
Sempre que me ausento, em mim se esconde,
A doce melodia de teus murmúrios.
Basta-me esse falar nos meus silêncios
Para cantar-te em todas as manhãs do mundo.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
FELIZ ANO NOVO PARA OS QUATRO CANTOS DO MUNDO
Hoje terminamos mais um ano, foi um ano de muitas realizações,
alegrias e tristezas, mas se chegamos até aqui é porque mesmo com todas
as dificuldades que a vida nos apresentou fomos capazes de tudo superar
e com elas aprendemos muito e principalmente crescemos interiormente.
Mas nós que hoje estamos aqui perante esta passagem maravilhosa
deixamos que junto a ela nos possamos despedir ,de todas as nossas tristezas,
derrotas, desânimos, dores , lágrimas e tudo aquilo que nos fêz sofrer
e que fazemos questão de esquecer , pois, ninguém vive do passado.
Vamos sim acreditar que agora é tudo novo e a nossa vida também,
tudo será diferente para melhor,muito melhor porque somos nós
que dizemos o sim e o não em nossas vidas e são estas duas
palavrinhas que escrevem o nosso destino.
Portanto pensemos bem antes de usá-las. Vamos acreditar, vamos ter fé
e é claro vamos também fazer por onde para que tudo isso se reverta
em muita saúde, paz, felicidade, prosperidade, fraternidade e amor,
muito amor. Para os nossos filhos, familiares e amigos.
alegrias e tristezas, mas se chegamos até aqui é porque mesmo com todas
as dificuldades que a vida nos apresentou fomos capazes de tudo superar
e com elas aprendemos muito e principalmente crescemos interiormente.
Mas nós que hoje estamos aqui perante esta passagem maravilhosa
deixamos que junto a ela nos possamos despedir ,de todas as nossas tristezas,
derrotas, desânimos, dores , lágrimas e tudo aquilo que nos fêz sofrer
e que fazemos questão de esquecer , pois, ninguém vive do passado.
Vamos sim acreditar que agora é tudo novo e a nossa vida também,
tudo será diferente para melhor,muito melhor porque somos nós
que dizemos o sim e o não em nossas vidas e são estas duas
palavrinhas que escrevem o nosso destino.
Portanto pensemos bem antes de usá-las. Vamos acreditar, vamos ter fé
e é claro vamos também fazer por onde para que tudo isso se reverta
em muita saúde, paz, felicidade, prosperidade, fraternidade e amor,
muito amor. Para os nossos filhos, familiares e amigos.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
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| IMAGEM DA NET |
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.
Se lá no assento Etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente,
Que já nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que pode merecer-te
Algũa cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,
Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
sábado, 8 de dezembro de 2012
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| imagem da NET |
com as mãos e os beijos.
Eu morei em ti e em ti meus versos
procuraram voz e abrigo.
E em ti guardei meu fogo e meu desejo.
Construí a minha casa.
Porém não sei já das tuas mãos.
Os teus lábios perderam-se
entre palavras duras e precisas
que tornaram a tua boca fria
e a minha boca triste como
um cemitério de beijos.
Mas recordo a sede unindo as nossas bocas
mordendo o fruto das manhãs proibidas
quando as nossas mãos surgiam por detrás
de tudo para saudar o vento.
E vejo teu corpo perfumando a erva
e os teus cabelos soltando revoadas de pássaros
que agora se recolhem, quando a noite se move,
nesta casa de versos onde guardo o teu nome."
Joaquim Pessoa, in 'Os Olhos de Isa'
Eu morei em ti e em ti meus versos
procuraram voz e abrigo.
E em ti guardei meu fogo e meu desejo.
Construí a minha casa.
Porém não sei já das tuas mãos.
Os teus lábios perderam-se
entre palavras duras e precisas
que tornaram a tua boca fria
e a minha boca triste como
um cemitério de beijos.
Mas recordo a sede unindo as nossas bocas
mordendo o fruto das manhãs proibidas
quando as nossas mãos surgiam por detrás
de tudo para saudar o vento.
E vejo teu corpo perfumando a erva
e os teus cabelos soltando revoadas de pássaros
que agora se recolhem, quando a noite se move,
nesta casa de versos onde guardo o teu nome."
Joaquim Pessoa, in 'Os Olhos de Isa'
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Há palavras que nos beijam
domingo, 2 de dezembro de 2012
O Caminho da Vida
UMA ÓPTIMA SEMANA
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| Adicionar legenda |
O Caminho da Vida
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)
Charles ChaplinO caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)
sábado, 1 de dezembro de 2012
(Coluna de opinião do Semanário Expresso) Nicolau Santos
Senhor Primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes. Também eu, senhor Primeiro-ministro. Só me apetece rugir!…
O que o Senhor fez, foi um Roubo! Um Roubo descarado à classe média, no alto da sua impunidade política! Por isso, um duplo roubo: pelo crime em si e pela indecorosa impunidade de que se revestiu. E, ainda pior: Vossa Excelência matou o País!
Invoca Sua Sumidade, que as medidas são suas, mas o déficite é do Sócrates! Só os tolos caem na esparrela desse argumento.
O déficite já vem do tempo de Cavaco Silva, quando, como bom aluno que foi, nos anos 80, a mando dos donos da Europa, decidiu, a troco de 700 milhões de contos anuais, acabar com as Pescas, a Agricultura e a Industria. Farisaicamente, Bruxelas pagava então, aos pescadores para não pescarem e aos agricultores para não cultivarem. O resultado, foi uma total dependência alimentar, uma decadência industrial e investimentos faraónicos no cimento e no alcatrão. Bens não transaccionáveis, que significaram o êxodo rural para o litoral, corrupção larvar e uma classe de novos muitíssimo-ricos. Toda esta tragédia, que mergulhou um País numa espiral deficitária, acabou, fragorosamente, com Sócrates. O déficite é de toda esta gente, que hoje vive gozando as delícias das suas malfeitorias.
E você é o herdeiro e o filho predilecto de todos estes que você, agora, hipocritamente, quer pôr no banco dos réus?
Mas o Senhor também é responsável por esta crise. Tem as suas asas crivadas pelo chumbo da sua própria espingarda. Porque deitou abaixo o PEC4, de má memória, dando asas aos abutres financeiros para inflacionarem a dívida para valores insuportáveis e porque invocou como motivo para tal chumbo, o carácter excessivo dessas medidas. Prometeu, entretanto, não subir os impostos. Depois, já no poder, anunciou como excepcional, o corte no subsídio de Natal. Agora, isto! Ou seja, de mentira em mentira, até a este colossal embuste, que é o Orçamento Geral do Estado.
Diz Vossa Eminência que não tinha outra saída. Ou seja, todas as soluções passam pelo ataque ao Trabalho e pela defesa do Capital Financeiro. Outro embuste. Já se sabia no que resultaram estas mesmas medidas na Grécia: no desemprego, na recessão e num déficite ainda maior. Pois o senhor, incauto e ignorante, não se importou de importar tão assassina cartilha. Sem Economia, não há Finanças, deveria saber o Senhor. Com ainda menos Economia (a recessão atingirá valores perto do 5% em 2012), com muito mais falências e com o desemprego a atingir o colossal valor de 20%, onde vai Sua Sabedoria buscar receitas para corrigir o déficite? Com a banca descapitalizada (para onde foram os biliões do BPN?), como traçará linhas de crédito para as pequenas e médias empresas, responsáveis por 90% do desemprego?
O Senhor burlou-nos e espoliou-nos. Teve a admirável coragem de sacar aos indefesos dos trabalhadores, com a esfarrapada desculpa de não ter outra hipótese. E há tantas! Dou-lhe um exemplo: o Metro do Porto.
Tem um prejuízo de 3.500 milhões de euros, é todo à superfície e tem uma oferta 400 vezes (!!!) superior à procura. Tudo alinhavado à medida de uns tantos autarcas, embandeirados por Valentim Loureiro.
Outro exemplo: as parcerias público-privadas, grande sugadouro das finanças públicas.
Outro exemplo: Dizem os estudos que, se V. Ex.ª cortasse na mesma percentagem, os rendimentos das 10 maiores fortunas de Portugal, ficaríamos aliviadinhos de todo, desta canga deficitária. Até porque foram elas, as grandes beneficiárias desta orgia grega que nos tramou.
Estaria horas, a desfiar exemplos e Você não gastou um minuto em pensar em deslocar-se a Bruxelas, para dilatar no tempo, as gravosas medidas que anunciou, para Salvar Portugal !
Diz Boaventura de Sousa Santos que o Senhor Primeiro-ministro é um homem sem experiência, sem ideias e sem substrato académico para tais andanças. Concordo!
Como não sabe, pretende ser um bom aluno dos mandantes da Europa, esperando deles, compreensão e consideração. Genuína ingenuidade!
Com tudo isto, passou de bom aluno, para lacaio da senhora Merkel e do senhor Sarkhozy, quando precisávamos, não de um bom aluno, mas de um Mestre, de um Líder, com uma Ideia e um Projecto para Portugal.
O Senhor, ao desistir da Economia, desistiu de Portugal! Foi o coveiro da nossa independência. Hoje, é, apenas, o Gauleiter de Berlim.
Demita-se, senhor primeiro-ministro, antes que seja o Povo a demiti-lo.
Senhor Primeiro-ministro, depois das medidas que anunciou sinto uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes. Também eu, senhor Primeiro-ministro. Só me apetece rugir!…
O que o Senhor fez, foi um Roubo! Um Roubo descarado à classe média, no alto da sua impunidade política! Por isso, um duplo roubo: pelo crime em si e pela indecorosa impunidade de que se revestiu. E, ainda pior: Vossa Excelência matou o País!
Invoca Sua Sumidade, que as medidas são suas, mas o déficite é do Sócrates! Só os tolos caem na esparrela desse argumento.
O déficite já vem do tempo de Cavaco Silva, quando, como bom aluno que foi, nos anos 80, a mando dos donos da Europa, decidiu, a troco de 700 milhões de contos anuais, acabar com as Pescas, a Agricultura e a Industria. Farisaicamente, Bruxelas pagava então, aos pescadores para não pescarem e aos agricultores para não cultivarem. O resultado, foi uma total dependência alimentar, uma decadência industrial e investimentos faraónicos no cimento e no alcatrão. Bens não transaccionáveis, que significaram o êxodo rural para o litoral, corrupção larvar e uma classe de novos muitíssimo-ricos. Toda esta tragédia, que mergulhou um País numa espiral deficitária, acabou, fragorosamente, com Sócrates. O déficite é de toda esta gente, que hoje vive gozando as delícias das suas malfeitorias.
E você é o herdeiro e o filho predilecto de todos estes que você, agora, hipocritamente, quer pôr no banco dos réus?
Mas o Senhor também é responsável por esta crise. Tem as suas asas crivadas pelo chumbo da sua própria espingarda. Porque deitou abaixo o PEC4, de má memória, dando asas aos abutres financeiros para inflacionarem a dívida para valores insuportáveis e porque invocou como motivo para tal chumbo, o carácter excessivo dessas medidas. Prometeu, entretanto, não subir os impostos. Depois, já no poder, anunciou como excepcional, o corte no subsídio de Natal. Agora, isto! Ou seja, de mentira em mentira, até a este colossal embuste, que é o Orçamento Geral do Estado.
Diz Vossa Eminência que não tinha outra saída. Ou seja, todas as soluções passam pelo ataque ao Trabalho e pela defesa do Capital Financeiro. Outro embuste. Já se sabia no que resultaram estas mesmas medidas na Grécia: no desemprego, na recessão e num déficite ainda maior. Pois o senhor, incauto e ignorante, não se importou de importar tão assassina cartilha. Sem Economia, não há Finanças, deveria saber o Senhor. Com ainda menos Economia (a recessão atingirá valores perto do 5% em 2012), com muito mais falências e com o desemprego a atingir o colossal valor de 20%, onde vai Sua Sabedoria buscar receitas para corrigir o déficite? Com a banca descapitalizada (para onde foram os biliões do BPN?), como traçará linhas de crédito para as pequenas e médias empresas, responsáveis por 90% do desemprego?
O Senhor burlou-nos e espoliou-nos. Teve a admirável coragem de sacar aos indefesos dos trabalhadores, com a esfarrapada desculpa de não ter outra hipótese. E há tantas! Dou-lhe um exemplo: o Metro do Porto.
Tem um prejuízo de 3.500 milhões de euros, é todo à superfície e tem uma oferta 400 vezes (!!!) superior à procura. Tudo alinhavado à medida de uns tantos autarcas, embandeirados por Valentim Loureiro.
Outro exemplo: as parcerias público-privadas, grande sugadouro das finanças públicas.
Outro exemplo: Dizem os estudos que, se V. Ex.ª cortasse na mesma percentagem, os rendimentos das 10 maiores fortunas de Portugal, ficaríamos aliviadinhos de todo, desta canga deficitária. Até porque foram elas, as grandes beneficiárias desta orgia grega que nos tramou.
Estaria horas, a desfiar exemplos e Você não gastou um minuto em pensar em deslocar-se a Bruxelas, para dilatar no tempo, as gravosas medidas que anunciou, para Salvar Portugal !
Diz Boaventura de Sousa Santos que o Senhor Primeiro-ministro é um homem sem experiência, sem ideias e sem substrato académico para tais andanças. Concordo!
Como não sabe, pretende ser um bom aluno dos mandantes da Europa, esperando deles, compreensão e consideração. Genuína ingenuidade!
Com tudo isto, passou de bom aluno, para lacaio da senhora Merkel e do senhor Sarkhozy, quando precisávamos, não de um bom aluno, mas de um Mestre, de um Líder, com uma Ideia e um Projecto para Portugal.
O Senhor, ao desistir da Economia, desistiu de Portugal! Foi o coveiro da nossa independência. Hoje, é, apenas, o Gauleiter de Berlim.
Demita-se, senhor primeiro-ministro, antes que seja o Povo a demiti-lo.
Publicada por João Carreira em 18:47
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| SONI.M POMPY |
UM BELÍSSIMO FIM DE SEMANA!
As fontes
Sophia de Mello B. Andresen
"Um dia quebrarei todas as pontes
Que ligam o meu ser, vivo e total,
À agitação do mundo do irreal,
E calma subirei até às fontes
Irei até às fontes onde mora
A plenitude, o límpido esplendor
Que me foi prometido em cada hora,
E na face incompleta do amor
Irei beber a luz e o amanhecer,
Irei beber a voz dessa promessa
Que às vezes como um voo me atravessa,
E nela cumprirei todo o meu ser."
Que ligam o meu ser, vivo e total,
À agitação do mundo do irreal,
E calma subirei até às fontes
Irei até às fontes onde mora
A plenitude, o límpido esplendor
Que me foi prometido em cada hora,
E na face incompleta do amor
Irei beber a luz e o amanhecer,
Irei beber a voz dessa promessa
Que às vezes como um voo me atravessa,
E nela cumprirei todo o meu ser."
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