quarta-feira, 7 de junho de 2017
segunda-feira, 5 de junho de 2017
O MAR!!!!
sexta-feira, 2 de junho de 2017
Um presbitério na Beira Alta
quinta-feira, 1 de junho de 2017
sexta-feira, 26 de maio de 2017
quinta-feira, 25 de maio de 2017
sábado, 20 de maio de 2017
terça-feira, 16 de maio de 2017
HOJE HÁ FESTA NO CÉU!!!!!
domingo, 7 de maio de 2017
terça-feira, 2 de maio de 2017
sábado, 22 de abril de 2017
PINTO O AZUL DO CÉU...
sexta-feira, 14 de abril de 2017
Retalhos da Vida!!!
![]() |
Retalhos da vida A vida é uma colcha de retalhos que vamos encontrando no balaio da vida. Dia, após dia, costuramos a nossa dor, o nosso amor... Tecemos verdades, mentiras, fuxicos... Cortamos, aparamos, emendamos e até mudamos a cor. Assim vamos tecendo a nossa colcha de retalhos, que um dia será estendida sobre a cama do cenário da vida, estampando o nosso passado de lembranças coloridas. Deixaremos no balaio da vida, pedaços de amor, restos de vida, pontas de tristeza, trapos de dor. Fiapos de esperança, emaranhado de linhas que outros irão desembaraçar... Novelos de lã tricotarão casacos de luxo. Meadas de linhas serão tecidas pela mão do pobre, que, tece, tece e re-tece, mas que casaco nunca veste para cobrir a sua nudez. Retalhos da vida, sobras de sonhos que não se realizam.
A.D.
|
quinta-feira, 13 de abril de 2017
FELIZ ANIVERSARIO,MINHA MÂE!!!
![]() |
| MINHA MÁE. HOJE SERIA O TEU ANIVERSÁRIO QUARENTA E DOIS ANOS DOIS DIAS DEPOIS DEIXASTE-ME PORQUÊ MINHA MÃE? TUDO SERIA DIFERENTE. A MINHA VIDA LEVARIA OUTRO RUMO. SEM TI,FUI OBRIGADA A REGRESSAR A PORTUGAL. A FAMILIA ME ESPEROU COM MEUS AVÓS VIM HABITAR. TINHA CARINHO,MAS NÃO TINHA O TEU AMOR. O PAI DEU-ME TUDO,MAS.... NÃO ME DEU AMOR DE PAI. SEI QUE UM DIA,ESTEJAS ONDE ESTIVERES EU VOU TE ENCONTRAR O MEU AMOR É TEU MINHA MÃE. ![]() |
sábado, 8 de abril de 2017
sábado, 1 de abril de 2017
SE EU PUDESSE TRINCAR A TERRA TODA!!
![]() |
Se Eu Pudesse Trincar a Terra Toda
Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar, Seria mais feliz um momento ... Mas eu nem sempre quero ser feliz. É preciso ser de vez em quando infeliz Para se poder ser natural... Nem tudo é dias de sol, E a chuva, quando falta muito, pede-se. Por isso tomo a infelicidade com a felicidade Naturalmente, como quem não estranha Que haja montanhas e planícies E que haja rochedos e erva ... O que é preciso é ser-se natural e calmo Na felicidade ou na infelicidade, Sentir como quem olha, Pensar como quem anda, E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre, E que o poente é belo e é bela a noite que fica... Assim é e assim seja ...
Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXI"
Heterónimo de Fernando Pessoa |
sábado, 25 de março de 2017
ESTOU TRISTE
![]() |
Estou triste, Porque certas pessoas insistem, em nos magoar, Com palavras rudes, palavras que dói. Hoje foi assim, Você foi rude, me magoou, Não mereci isso, mas veio Como uma avalanche, Sou romântica, Você sabe disso, gosto de carinho, Gosto de aconchego Porque é isso que dou a você, Me entrego toda, A você dou minha atenção, Meu amor, meu carinho, Gostaria de receber isso também de você, Mereço mais sua atenção A.D. ((AO LER ESTE POEMA, DEDICO A TODAS AS MULHERES DE ONTEM,HOJE E AMANHA QUE SÃO MORTAS PELOS SEUS COMPANHEIROS)) ESTOU TRISTE. |
segunda-feira, 20 de março de 2017
MEU PAI!!!
![]() |
Ter um Pai! É ter na vida Uma luz por entre escolhos; É ter dois olhos no mundo Que vêem pelos nossos olhos! Ter um Pai! Um coração Que apenas amor encerra, É ver Deus, no mundo vil, É ter os céus cá na terra! Ter um Pai! Nunca se perde Aquela santa afeição, Sempre a mesma, quer o filho Seja um santo ou um ladrão; Talvez maior, sendo infame O filho que é desprezado Pelo mundo; pois um Pai Perdoa ao mais desgraçado! Ter um Pai! Um santo orgulho Pró coração que lhe quer Um orgulho que não cabe Num coração de mulher! Embora ele seja imenso Vogando pelo ideal, O coração que me deste Ó Pai bondoso é leal! Ter um Pai! Doce poema Dum sonho bendito e santo Nestas letras pequeninas, Astros dum céu todo encanto! Ter um Pai! Os órfãozinhos Não conhecem este amor! Por mo fazer conhecer, Bendito seja o Senhor!” Florbela Espanca in Poesia 1918-1930 Lisboa: Dom Quixote, 1992] |
sábado, 18 de março de 2017
JÁ PASSEI FRONTEIRAS
![]() |
Já passei fronteiras que doeram demais para além do limiar e do sentir Fui cigana de sinas consentidas e vi morrer o Sol em muitas vidas Hoje sou a senhora do Mar onde o verso por vezes vira reverso Sou a senhora de mim A minha escrava e também Raínha Me conquistei à custa da dor e o meu reino também foi de Amor. LuizaCaetano |
sábado, 11 de março de 2017
DA VERDADE DO AMOR...
![]() |
Da verdade do amor
Da verdade do amor se meditam
relatos de viagens confissões e sempre excede a vida esse segredo que tanto desdém guarda de ser dito pouco importa em quantas derrotas te lançou as dores os naufrágios escondidos com eles aprendeste a navegação dos oceanos gelados não se deve explicar demasiado cedo atrás das coisas o seu brilho cresce sem rumor José Tolentino Mendonça, in "Baldios" |
quarta-feira, 8 de março de 2017
TRANSPARÊNCIAS
![]() |
((PARA TODA A MULHER DO PLANETA))
Transparências
É por dentro da carne que a dor recrudesce Na alucinação da espera o grito reverbera nas entranhas da pele mutilando espaços secretos onde a mão amada não oferece abrigo nem o corpo desejado reconhece o tato No limiar do tempo que se evola não há nenhum limite Toda dor é cega e incolor quando transcende o manto diáfano da pele . . © Sonie Marie (ao abrigo do código do direito de autor — |
sexta-feira, 3 de março de 2017
BALADA DA NEVE!!!!
![]() |
| SRª DO DESTERRO FOTO DE:ANTONIO CORREIA Batem leve, levemente, como quem chama por mim. Será chuva? Será gente? Gente não é, certamente e a chuva não bate assim. É talvez a ventania: mas há pouco, há poucochinho, nem uma agulha bulia na quieta melancolia dos pinheiros do caminho... Quem bate, assim, levemente, com tão estranha leveza, que mal se ouve, mal se sente? Não é chuva, nem é gente, nem é vento com certeza. Fui ver. A neve caía do azul cinzento do céu, branca e leve, branca e fria... Há quanto tempo a não via! E que saudades, Deus meu! Olho-a através da vidraça. Pôs tudo da cor do linho. Passa gente e, quando passa, os passos imprime e traça na brancura do caminho... Fico olhando esses sinais da pobre gente que avança, e noto, por entre os mais, os traços miniaturais duns pezitos de criança... E descalcinhos, doridos... a neve deixa inda vê-los, primeiro, bem definidos, depois, em sulcos compridos, porque não podia erguê-los!... Que quem já é pecador sofra tormentos, enfim! Mas as crianças, Senhor, porque lhes dais tanta dor?!... Porque padecem assim?!... E uma infinita tristeza, uma funda turbação entra em mim, fica em mim presa. Cai neve na Natureza e cai no meu coração. AUGUSTO GIL (1873-1929) |
domingo, 26 de fevereiro de 2017
BOM CARNAVAL.
![]() O CAMPINO!!!! |
"Não chores pelo que perdeste, luta pelo que tens.
Não chores pelo que está morto, luta por aquilo que nasceu em ti. Não chores por quem te abandonou, luta por quem está contigo. Não chores por quem te odeia, luta por quem te quer. Não chores pelo teu passado, luta pelo teu presente. Não chores pelo teu sofrimento, luta pela tua felicidade."
Com as coisas que vão nos acontecendo vamos aprendendo que tudo é possível de se resolver, apenas segue em frente...
Bom Dia!
|
sábado, 18 de fevereiro de 2017
UMA SAUDADE PERMANENTE....
![]() |
MINHA FILHA: PRECISAVA TANTO DE TI A MEU LADO. UM FILHO NUNCA DEVIA MORRER ANTES DOS PAIS. É UMA ANGUSTIA QUE O TEMPO APAGA JAMAIS! OLHA MINHA LINDA E MAROTA,NÃO VAMOS RECORDAR O PASSADO. FALEMOS NO PRESENTE,E O PRESENTE SERÁS SEMPRE TU. TENS UM MANO MARAVILHOSO,E TÊM O MESMO SINAL NO PULSO COMO TU TINHAS. NÓS VAMOS ANDANDO,CANTANDO E CHORANDO. NO DIA DE HOJE,HÁ FESTA NO CÉU,PORQUE UMA ESTÊLA TÊM OUTRO BRILHO,MINHA ADORADA FILHA. O MANO,MANDA-TE UM BEIJO EU,MANDO-TE UM SEGREDO. ADORO-TE MARTA SOFIA. TUA MÃE ELISABETE MARIA. |
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
QUANDO EU NASCI......
Quando eu nasci,
ficou tudo como estava,
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais…
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém…
P’ra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe…
José Régio
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
domingo, 5 de fevereiro de 2017
SONETO DO AMIGO.
![]() |
Soneto do amigo
Vinicius de MoraesEnfim, depois de tanto erro passado Tantas retaliações, tanto perigo Eis que ressurge noutro o velho amigo Nunca perdido, sempre reencontrado. É bom sentá-lo novamente ao lado Com olhos que contêm o olhar antigo Sempre comigo um pouco atribulado E como sempre singular comigo. Um bicho igual a mim, simples e humano Sabendo se mover e comover E a disfarçar com o meu próprio engano. O amigo: um ser que a vida não explica Que só se vai ao ver outro nascer E o espelho de minha alma multiplica... |
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
COISA AMAR
![]() | ||
Coisa amar
Contar-te longamente como perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente e como ilhas que só há verbo amar. Contar-te longamente longamente. Amor ardente. Amor ardente. E mar. Contar-te longamente como misteriosas maravilhas do verbo navegar. E mar. Amar: as coisas perigosas. Contar-te longamente que já foi num tempo doce coisa amar. E mar. Contar-te como um desembarcar nas ilhas misteriosas. Contar-te o mar ardente e o verbo amar. E longamente as coisas perigosas. |
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
CHOVE.É DIA DE NATAL.
![]() |
Chove. É Dia de Natal
Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor: Há a neve que faz mal, E o frio que ainda é pior. E toda a gente é contente Porque é dia de o ficar. Chove no Natal presente. Antes isso que nevar. Pois apesar de ser esse O Natal da convenção, Quando o corpo me arrefece Tenho o frio e Natal não. Deixo sentir a quem quadra E o Natal a quem o fez, Pois se escrevo ainda outra quadra Fico gelado dos pés. Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'
UM BOM NATAL A TODOS
|
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
O MEDO DE SER LIVRE!!!!!!
![]() |
"Queremos transformar o mundo e somos incapazes de nos transformar a nós próprios. Queremos ser livres, fazer a nossa vontade, e a todo momento arranjamos desculpas para reprimir nossos desejos. E o pior é que nos convencemos com as nossas próprias desculpas, deixamos de ser lúcidos. Só covardia. É medo de nos enfrentarmos, é um medo que nos ficou do tempo em que temíamos a Deus, ou o pai ou o professor, é sempre o mesmo agente repressivo. Somos uns alienados. O escravo era totalmente alienado. Nós somos piores, porque nos alienamos a nós próprios. Há correntes que já se quebraram mas continuamos a transportá-las conosco, por medo de as deitarmos fora e depois nos sentirmos nus".
(Fala do Comandante Sem Medo para Ondina em Mayombe, Pepetela)
“Ils me dirent, ‘signe toi,’
Mais je n'ai pas peur; (...) Oh, the wind, the wind is blowing, Through the graves the wind is blowing, Freedom soon will come; Then we'll come from the shadows.” (The Partisan, LEONARD COHEN) |
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
FOLHAS MORTAS!!!!!
![]() |
FOLHAS CAÍDAS
Os meus pensamentos
são como as folhas de uma árvore que tem a minha idade . Enquanto umas folhas caem outras há que num tempo vão nascer . Saem idênticas mas em posições diferentes conforme o que o vento fez aos ramos . Umas desaparecem outras trazem vida e a árvore é sempre a mesma . Envelheceu , mas não morre . Tem raízes que a sustentam Tem paz e amor Tem poesia . Não a cortem nem a queimem ! Tereis a sombra e a luz do seu ser . Tereis a paz Tereis a vida .
Rui Pina
(reservados direitos de autor nos termos da lei ) |
sábado, 8 de outubro de 2016
COISA AMAR
![]() |
Coisa Amar Contar-te longamente as perigosas coisas do mar. Contar-te o amor ardente e as ilhas que só há no verbo amar. Contar-te longamente longamente. Amor ardente. Amor ardente. E mar. Contar-te longamente as misteriosas maravilhas do verbo navegar. E mar. Amar: as coisas perigosas. Contar-te longamente que já foi num tempo doce coisa amar. E mar. Contar-te longamente como doi desembarcar nas ilhas misteriosas. Contar-te o mar ardente e o verbo amar. E longamente as coisas perigosas. Manuel Alegre |
sábado, 1 de outubro de 2016
PARA ATRAVESSAR CONTIGO O DESERTO DO MUNDO!!!!!!!
![]() |
PARA ATRAVESSAR CONTIGO O DESERTO DO MUNDO
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte Para ver a verdade para perder o medo Ao lado dos teus passos caminhei Por ti deixei meu reino meu segredo Minha rápida noite meu silêncio Minha pérola redonda e seu oriente Meu espelho minha vida minha imagem E abandonei os jardins do paraíso Cá fora à luz sem véu do dia duro Sem os espelhos vi que estava nua E ao descampado se chamava tempo Por isso com teus gestos me vestiste E aprendi a viver em pleno vento
Sophia de Mello Breyner Andresen
Livro Sexto (1962)
|
Subscrever:
Mensagens (Atom)




































