sábado, 8 de agosto de 2015
domingo, 2 de agosto de 2015
POrTUGAL
Portugal
Avivo no teu rosto o rosto que me deste,
E torno mais real o rosto que te dou.
Mostro aos olhos que não te desfigura
Quem te desfigurou.
Criatura da tua criatura,
Serás sempre o que sou.
E eu sou a liberdade dum perfil
Desenhado no mar.
Ondulo e permaneço.
Cavo, remo, imagino,
E descubro na bruma o meu destino
Que de antemão conheço:
Teimoso aventureiro da ilusão,
Surdo às razões do tempo e da fortuna,
Achar sem nunca achar o que procuro,
Exilado
Na gávea do futuro,
Mais alta ainda do que no passado.
Miguel Torga, in 'Diário X'
E torno mais real o rosto que te dou.
Mostro aos olhos que não te desfigura
Quem te desfigurou.
Criatura da tua criatura,
Serás sempre o que sou.
E eu sou a liberdade dum perfil
Desenhado no mar.
Ondulo e permaneço.
Cavo, remo, imagino,
E descubro na bruma o meu destino
Que de antemão conheço:
Teimoso aventureiro da ilusão,
Surdo às razões do tempo e da fortuna,
Achar sem nunca achar o que procuro,
Exilado
Na gávea do futuro,
Mais alta ainda do que no passado.
Miguel Torga, in 'Diário X'
domingo, 26 de julho de 2015
JÁ PASSEI FRONTEIRAS!!!!
Já passei fronteiras
que doeram demais
para além do limiar
e do sentir
Fui cigana
de sinas consentidas
e
vi morrer o Sol
em muitas vidas
Hoje
sou a senhora do Mar
onde o verso
por vezes vira reverso
Sou a senhora de mim
A minha escrava
e também Raínha
Me conquistei
à custa da dor
e o meu reino
também foi de Amor.
LuizaCaetano
terça-feira, 21 de julho de 2015
COISAS VÁRIAS.....
"COISAS VÁRIAS" -
«– Até posso ser uma personagem de um filme,
Não realizado;
– Até posso ser uma figura de um romance,
Não escrito;
– Até posso ser uma actriz, sem papel,
Em qualquer peça de teatro,
Não concluída;
– Até posso ser uma das faces da Lua,
Não revelada;
– Até posso ser um raio de Sol,
Não iluminado;
– Até posso ser um borrão de tinta-da-china
Espalhado por uma grande folha de papel
Em branco;
– Até posso ser um quadro de Van Gogh,
Onde o Semeador lança as suas sementes,
Em Terra fértil;
– Até posso ser um marco do correio,
Aquele ali ao lado,
Onde a Amélia coloca, todos os dias, as cartas
Para o seu amante,
Que navega nos confins dos oceanos;
– Até posso ser um tronco seco
Daquele carvalho velho que habita,
Há gerações, no meu jardim;
– Até posso ser aquele molho de girassóis
Que cobre, de amarelo,
Os terrenos da minha quinta,
Que não existe;
– Até posso ser todos os velhos agoirentos
Que deixaram partir os barcos,
Que já não partem;
– Até posso ser todos os Adamastor(es),
Que já não assombram os mares;
– Até posso ser um Fernando Pessoa(s)
Nestes versos lançados ao mar
Na “Lisboa Revisitada”
Pelos turistas ingleses,
Que não percebem o que eu escrevo;
– Até posso ser um génio, agora brotante,
Da Poesia Portuguesa Contemporânea,
Mesmo que ninguém leia os meus versos
Em canto órfico, em canções de fado
Sem rima propositada.»
IR(Semi-heterónimo de Isabel Rosete), In Livro "FLUXOS DA MEMÓRIA",
«– Até posso ser uma personagem de um filme,
Não realizado;
– Até posso ser uma figura de um romance,
Não escrito;
– Até posso ser uma actriz, sem papel,
Em qualquer peça de teatro,
Não concluída;
– Até posso ser uma das faces da Lua,
Não revelada;
– Até posso ser um raio de Sol,
Não iluminado;
– Até posso ser um borrão de tinta-da-china
Espalhado por uma grande folha de papel
Em branco;
– Até posso ser um quadro de Van Gogh,
Onde o Semeador lança as suas sementes,
Em Terra fértil;
– Até posso ser um marco do correio,
Aquele ali ao lado,
Onde a Amélia coloca, todos os dias, as cartas
Para o seu amante,
Que navega nos confins dos oceanos;
– Até posso ser um tronco seco
Daquele carvalho velho que habita,
Há gerações, no meu jardim;
– Até posso ser aquele molho de girassóis
Que cobre, de amarelo,
Os terrenos da minha quinta,
Que não existe;
– Até posso ser todos os velhos agoirentos
Que deixaram partir os barcos,
Que já não partem;
– Até posso ser todos os Adamastor(es),
Que já não assombram os mares;
– Até posso ser um Fernando Pessoa(s)
Nestes versos lançados ao mar
Na “Lisboa Revisitada”
Pelos turistas ingleses,
Que não percebem o que eu escrevo;
– Até posso ser um génio, agora brotante,
Da Poesia Portuguesa Contemporânea,
Mesmo que ninguém leia os meus versos
Em canto órfico, em canções de fado
Sem rima propositada.»
IR(Semi-heterónimo de Isabel Rosete), In Livro "FLUXOS DA MEMÓRIA",
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Noites de tango.
(Noites de Tango,
e silencioso pranto!)
e silencioso pranto!)
Bocas mudas,
cheias de vazios, ardem
à espera de uma palavra,
ou de um beijo desejado
cheias de vazios, ardem
à espera de uma palavra,
ou de um beijo desejado
disfarçam lágrimas
em melancólicos sorrisos vãos,
contornados por ousados lábios
cheios de batom carmim
em melancólicos sorrisos vãos,
contornados por ousados lábios
cheios de batom carmim
(ao som de um Tango qualquer,
arrancado de um velho Bandoneón.)
arrancado de um velho Bandoneón.)
(ao abrigo do código do direito de autor)
Art by Andrew Atroshenko
sábado, 4 de julho de 2015
Quase um Poema de Amor
![]() |
Quase um Poema de Amor
Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
— Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
Miguel Torga, in 'Diário V'
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
— Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
Miguel Torga, in 'Diário V'
sexta-feira, 6 de março de 2015
Poemas de Saudade
(IREI FICAR AUSENTE POR UNS TEMPOS)
AUSÊNCIA
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinicius de MoraesPorque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Falo de Ti às Pedras das Estradas
Falo de ti às pedras das estradas,
E ao sol que e louro como o teu olhar,
Falo ao rio, que desdobra a faiscar,
Vestidos de princesas e de fadas;
Falo às gaivotas de asas desdobradas,
Lembrando lenços brancos a acenar,
E aos mastros que apunhalam o luar
Na solidão das noites consteladas;
Digo os anseios, os sonhos, os desejos
Donde a tua alma, tonta de vitória,
Levanta ao céu a torre dos meus beijos!
E os meus gritos de amor, cruzando o espaço,
Sobre os brocados fúlgidos da glória,
São astros que me tombam do regaço!
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
E ao sol que e louro como o teu olhar,
Falo ao rio, que desdobra a faiscar,
Vestidos de princesas e de fadas;
Falo às gaivotas de asas desdobradas,
Lembrando lenços brancos a acenar,
E aos mastros que apunhalam o luar
Na solidão das noites consteladas;
Digo os anseios, os sonhos, os desejos
Donde a tua alma, tonta de vitória,
Levanta ao céu a torre dos meus beijos!
E os meus gritos de amor, cruzando o espaço,
Sobre os brocados fúlgidos da glória,
São astros que me tombam do regaço!
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
O DIA DEU EM CHUVOSO!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
"SEM"
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
É ACORDAR E SORRIR
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
APENAS SAUDADE!!!!!
![]() |
".Apenas saudade " Sinto. apenas sinto ... e diante desta solidão e agonia ...sei te queria. minha vida já não tem razão de ser ... vivo de um passado que admito queria de volta . mas já se faz tarde pra nós dois ... tudo acabou meu verso calado ... te sinto ao meu lado .... mas sem inspiração tão triste esse coração poeta perdido sem você nada mais irei compor sinto falta desse amor ! autoria :Luiza Senis |
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
A MENTIRA ESTÁ EM TI!!!
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
A MATRIZ!!!!
![]() |
NUNCA VOS PODEREI ESQUECER
A IGREJA POR ONDE TODOS PASSAMOS
SERÁ SEMPRE A NOSSA MATRIZ.
DIZEM OS MENOS SAUDOSOS
SÃO TEMPOS IDOS
TALVEZ NUNCA OS TIVESSEM VIVIDO!
VIVO NA ESPERANÇA DE
UM DIA LÁ VOLTAR!
UM BOM ANO PARA O PLANETA
.
ACABEM COM AS GUERRAS,DITADURAS E LEMBREM;
PORTUGAL,DITO,HÁ BEIRA MAR PLANTADO.
TEM NA SUA LONGA HISTÓRIA
CONQUISTAS EM QUE "DEU NOVOS
MUNDOS AO MUNDO
Elisabete Correia
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
QUEM?
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
NASCE UM DEUS!!!!!
![]() FELIZ NATAL BOM ANO NOVO DE 2015 |
IMAGEM DE J.FERREIRA SÃO ROMÃO
Nasce um deus. Outros morrem. A Verdade
Nem veio nem se foi: o Erro mudou. Temos agora uma outra Eternidade, E era sempre melhor o que passou.
Cega, a Ciência a inútil gleba lavra.
Louca, a Fé vive o sonho do seu culto. Não procures nem creias: tudo é oculto. Natal - Fernando Pessoa |
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Meus Olhos Vêem Melhor se os Vou Fechando
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
AMOR É VIDA!!!!
sábado, 15 de novembro de 2014
PERDI OS MEUS FANTÁSTICOS CASTELOS!!!
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
A FONTE!!!!
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
ARTE DE SER AMADA...
Arte de Ser
![]() | |
Eu sou líquida mas recolhida
no íntimo estanho de uma jarra e em tua boca um clavicórdio quer recordar-me que sou ária
aérea vária porém sentada
perfil que os flamingos voaram. Pelos canteiros eu conto os gerânios de uns tantos anos que nos separam.
Teu amor de planta submarina
procura um húmido lugar. Sabiamente preencho a piscina que te dê o hábito de afogar.
Do que não viste a minha idade
te inquieta como a ciência do mundo ser muito velho três vezes por mim rodeado sem saber da tua existência.
Pensas-me a ilha e me sitias
de violinos por todos os lados e em tua pele o que eu respiro é um ar de frutos sossegados.
Natália Correia, in "O Vinho e a Lira"
|
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
ESTRADA BRANCA!!
![]() |
A Estrada BrancaAtravessei contigo a minuciosa tarde deste-me a tua mão, a vida parecia difícil de estabelecer acima do muro alto folhas tremiam ao invisível peso mais forte Podia morrer por uma só dessas coisas que trazemos sem que possam ser ditas: astros cruzam-se numa velocidade que apavora inamovíveis glaciares por fim se deslocam e na única forma que tem de acompanhar-te o meu coração bate José Tolentino Mendonça, in 'A Estrada Branca' |
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
TU JÁ NÃO ÉS TU...
![]() |
| Pintura em tela de L:C: EU VI-TE AO VIRAR DA ESQUINA. ESTÁS DIFERENTE! LEMBREI-ME DE UNS OLHOS CÔR DE AVELÃ QUE ME OBSERVAVAM TOTALMENTE. MAS... TU JÁ NÃO ÉS TU EU SOU SEMPRE EU... MAGOASTE-ME COM A TUA SOBERANIA DE ALTIVEZ E ARROGÃNCIA. QUERIAS MOSTRAR AOS OUTROS QUE ERAS IMPORTANTE MAS... TU JÁ NÃO ÉS TU EU SOU SEMPRE EU HOJE PASSO POR TI,SOU A MESMA, SIMPLES E SEM PRECONCEITOS NÃO SEI SE TE AMO AINDA OU TE ODEIO FORTEMENTE! FALAR MAIS,SERIA MAGOAR-ME A MIM PRÓPRIA E NÃO MERECES. CAI UMA LÁGRIMA NO SILÊNCIO DA NOITE,PORQUE,AINDA TE AMO. MAS... TU JÁ NÃO ÉS TU EU,SOU SEMPRE EU... |
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
O MEU ESPELHO!!!
![]() |
ESPELHO MEU QUEM É MAIS AMIGO DO QUE EU?
MEU VELHO,MEU COMPANHEIRO E ÚNICO
VAMOS FALAR UM POUCO DA NOSSA CUMPLICIDADE
TALVEZ ASSIM,POSSAMOS MATAR A SAUDADE.
LEMBRAS-TE QUANDO FUI AO PRIMEIRO BAILE?
MUITO CONTENTE.DISSESTE-ME:
"VAIS LINDA!!!"
SEREI UMA PRINCESA NUM CONTO DE FADAS?
RECORDAS-TE QUANDO TE MOSTREI A FOTOGRAFIA
DO MEU PRIMEIRO NAMORADO E ,VI PELA TUA CARA
QUE NÃO GOSTASTE NADA,FOI UM RIR ATÉ ACABAR.
GUARDEI-TE,E FOMOS PARA O TAL PAÍS TROPICAL...
COMO SEMPRE,FOSTE COLOCADO NO MEU QUARTO
NÃO TE DISPENSAVA!!
ERAS O MEU AMIGO DAS ALEGRIAS E DAS TRISTEZAS
HOJE ESTAMOS AMBOS DESFEITOS
SEGURA-ME NAS MÃOS SOMENTE
ENQUANTO O FIZERES COM O TEU CARINHO
PARTIREI CONTIGO EM PEDACINHOS.
BETINHA CORREIA
|
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
MEU PAI!!!
AO MEU PAI ![]() NASCEU A 03/10/1913 |
As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra — como são belas as tuas mãos — pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram na nobre cólera dos justos...
Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida. E, ao entardecer, quando elas repousam nos braços da tua cadeira predileta, uma luz parece vir de dentro delas...
Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo, como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento? Ah, Como os fizeste arder, fulgir, com o milagre das tuas mãos.
E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas... essa chama de vida — que transcende a própria vida... e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...
(Mario Quintana)
|
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
CANÇÃO DE OUTONO
![]() |
Canção de Outono "Perdoa-me, folha seca, não posso cuidar de ti. Vim para amar neste mundo, e até do amor me perdi. De que serviu tecer flores pelas areias do chão se havia gente dormindo sobre o próprio coração? E não pude levantá-la! Choro pelo que não fiz. E pela minha fraqueza é que sou triste e infeliz. Perdoa-me, folha seca! Meus olhos sem força estão velando e rogando aqueles que não se levantarão... Tu és folha de outono voante pelo jardim. Deixo-te a minha saudade - a melhor parte de mim. E vou por este caminho, certa de que tudo é vão. Que tudo é menos que o vento, menos que as folhas do chão..." Cecília Meireles |
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
SEU SORRISO...
![]() |
Deixe-me acreditar...
Que e luz que ofusca em seu sorriso. Nao e apenas o brilho do qual preciso. Para me orientar em sua direcao. Mas e tambem, este esbocar de dentes. Como um agrupamendo de estrelas cadentes. Caindo chamegantes no meu coracao. Deixe-me querer... Que o sorriso terno que seus labios torneiam Saiam dos meus olhos que atentos vagueiam. Para acoplarem-se aos meus labios sedentos. Que seu sorriso se perca dos olhos meus. Quando meus labios colarem-se aos seus. Tornando reais os meus pensamentos. Deixe-me sentir... Que este sorriso que traz-me a juventude. Va de encontro aa minha virtude. E como crianca, me faca sonhar. E nao so pensar que seu sorriso expressivo. Mais que ofuscante, mais que lascivo. Me encantem para eu nunca mais acordar. Deixe-me olhar... Mais uma vez esse sorriso encantado. Vindo despir-me em um beijo molhado. De mel, de orvalho ao amanhecer. E quando encontrarem-se nossos sorrisos. Entre nossos labios buscando, indecisos. Encontrem a paz do adormecer. Autor: Jose Luiz Rabello Filho. |
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
LIBERTAÇÃO...
![]() |
Há almas presas, doridas, encarceradas,
Que destas cadeias, fitam a imensidão,
Cantam a triste sina cruel, aprisionadas;
Nuvens angustiadas, retidas nesta prisão!
Almas vibrantes gorjeiam ora inquietas,
São sinfonias plangentes, mas delicadas.
Almas tristonhas e tantas almas desertas;
Nesta clausura, dormentes e desgraçadas!
Já libertas revoam para outros mundos.
São doces anseios que dentro da alma vão,
Para os céus, risonhos, lindos, fecundos!
São livres agora, revoam na imensidão!
São livres agora no mais sublime além,
Livres hão de voar e levam meu coração!
ANTONIO LIDIO GOMES
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Subscrever:
Mensagens (Atom)
























CCCC.jpg)







