Hoje não sou
as margens que te enlaçam
como ninfa mareante,
a vogar arrebatada,
nua e pura, sem miragens,
na corrente do teu rio cristalino,
nem a água que corre sagaz
na pele do teu corpo ainda moço.
Hoje não sou o olhar atrevido
à janela da tua procura
no fundo chão da verdade,
nem gesto de pássaro errante
na tua rota aparente
de gazela perdida,
a viajar acordada na distância
que te aparta de mim.
Hoje não sou fome nem sede,
alvoroço, desejo ou ardor.
Muito menos o bombeiro incendiário
do teu acirrado fulgor,
ou mente de boca insana
que percorre, consistente,
a carne dos teus loucos segredos.
Hoje sou o silêncio
que escuta na concha
o mar do teu grito,
sou o sussurro do vento
sem distâncias
que te enroupa de concórdia,
sou o murmúrio da chuva miudinha
que te chama para a margem certa
num rio de janelas luminosas.
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
sábado, 20 de agosto de 2016
PÉROLA DO ATLANTICO
terça-feira, 16 de agosto de 2016
domingo, 14 de agosto de 2016
PRINCIPALMENTE!!!!!
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
EU ERA A EVA!!!!!
sábado, 30 de julho de 2016
ESTAÇÃO DE SÃO BENTO.(PORTO)
ESTAÇÃO DE SÃO BENTO
Praça de Almeida Garret, no centro da cidade do Porto
Entrou ao serviço no dia 7 de Novembro de 1896, muito embora só sido inaugurada oficialmente em só em 5 de Outubro de 1916.
«A Estação é célebre pelos seus painéis de azulejos, de temática histórica. Cobrindo uma superfície de cerca de 551 metros quadrados, representam, principalmente, cenas passadas no Norte do país, estando retratados, entre outras cenas, o Torneio de Arcos de Valdevez, a apresentação de Egas Moniz com os filhos ao Rei Afonso VII de Leão e Castela, no Século XII, a entrada de D. João I e de D. Filipa de Lencastre no Porto, em 1387, e a Conquista de Ceuta, em 1415; um friso colorido, no átrio, dedica-se à história dos transportes em Portugal, concluindo com a inauguração dos caminhos de ferro. Foram instalados entre 1905 e 1906 pelo artista Jorge
terça-feira, 26 de julho de 2016
SER AVÓ.......
AVÓ SINTO TANTA SAUDADE!!!!
sexta-feira, 22 de julho de 2016
LEMBRANÇAS
PINTORA E ESCRITORA
quarta-feira, 13 de julho de 2016
OS TEUS PÉS!!!!!
terça-feira, 12 de julho de 2016
segunda-feira, 11 de julho de 2016
VIVA PORTUGAL
quinta-feira, 30 de junho de 2016
TINHA OS GESTOS INOCENTES....
quinta-feira, 23 de junho de 2016
QUANDO EU NASCI.....23/06/ ÁS 3H.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
HÁ PALAVRAS QUE NOS BEIJAM........
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Há Palavras que Nos Beijam
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'
sexta-feira, 10 de junho de 2016
DIA DE PORTUGAL.
Hoje é Dia de Portugal! Aqui deixo as palavras luminosas de Sophia de Mello Breyner Andresen! E Viva Portugal!
Pátria
Por um país de pedra e vento duro
Por um país de luz perfeita e clara
Pelo negro da Terra e pelo branco do muro
Pátria
Por um país de pedra e vento duro
Por um país de luz perfeita e clara
Pelo negro da Terra e pelo branco do muro
Pelos rostos de silêncio e de paciência
Que a miséria longamente desenhou
Rente aos ossos com toda a exactidão
Dum longo relatório irrecusável
E pelos rostos iguais ao sol e ao vento
E pela limpidez das tão amadas
Palavras sempre ditas com paixão
Pela cor e pelo peso das palavras
Pelo concreto silêncio limpo das palavras
Donde se erguem as coisas nomeadas
Pela nudez das palavras deslumbradas
-Pedra rio vento casa
Pranto dia canto alento
Espaço raiz e água
Ó minha pátria e meu centro
Me dói a lua me soluça o mar
Que a miséria longamente desenhou
Rente aos ossos com toda a exactidão
Dum longo relatório irrecusável
E pelos rostos iguais ao sol e ao vento
E pela limpidez das tão amadas
Palavras sempre ditas com paixão
Pela cor e pelo peso das palavras
Pelo concreto silêncio limpo das palavras
Donde se erguem as coisas nomeadas
Pela nudez das palavras deslumbradas
-Pedra rio vento casa
Pranto dia canto alento
Espaço raiz e água
Ó minha pátria e meu centro
Me dói a lua me soluça o mar
AMIZADES
sábado, 4 de junho de 2016
UM TEXTO.
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A LÓGICA PORTUGUESA É DIFERENTE DA DO BRASILEIRO Brasileiro faz piada com português por não entender que os dois povos têm lógicas diferentes. O português é mais literal, cultiva um preciosismo de sintaxe. Veja só: Uma brasileira dirigia por Portugal, quando viu um carro com a porta de trás aberta. Solidária, conseguiu emparelhar e avisou: - A porta está aberta! A mulher que dirigia conferiu o problema e respondeu irritada: - Não, senhora. Ela está mal fechada! Outro brasileiro estava em Lisboa e numa sexta-feira perguntou a um comerciante se ele fechava no sábado. O vendedor respondeu que não. No sábado, o brasileiro voltou e deu com a cara na porta. Na segunda-feira, cobrou irritado do português: - O senhor disse que não fechava! O homem respondeu : - Mas como vamos fechar se não abrimos? Um jornalista hospedou-se há um mês num hotel em Évora. Na hora de abrir a água da pia se atrapalhou, pois na torneira azul estava escrito 'F' e na outra, preta, também 'F'. Confuso, quis saber da camareira o porquê dos dois 'efes'. A moça olhou-o com cara de espanto e respondeu, como quem fala com uma criança: - Ora pois, fria e fervente. Em Lisboa, a passeio, resolveu comprar uma gravata. Entrou numa loja do Chiado e, além da gravata, comprou ainda um par de meias, duas camisas sociais, uma polo esporte, um par de luvas e um cinto. Chorou um descontinho e pediu que fechasse a conta. Viu então que o vendedor pegou um lápis e papel e se pôs a fazer contas, multiplicando, somando, tirando porcentagem de desconto, e aí intrigado, perguntou: - O senhor não tem máquina de calcular? - Infelizmente não trabalhamos com eletrônicos, mas o senhor pode encontrar na loja justamente aqui ao lado... Há ainda a história de um que morou por um ano em Estoril e contou que, lá num certo dia, meio perdido na cidade, perguntou ao português: - Será que posso entrar nesta rua para ir ao aeroporto? - Poder o senhor pode, mas de jeito algum vai chegar ao aeroporto... Um turista brasileiro alugou um carro e decidiu ir à Espanha. Tomou uma estrada sem muita convicção e encontrando à beira da estrada um camponês, perguntou: - Amigo esta estrada vai para a Espanha? E o camponês respondeu: - Se ela for vai nos fazer muita falta por cá. Um grupo de brasileiros tendo terminado de almoçar quis tomar café. O primeiro disse: - Garçon, um café. O segundo disse: - dois, levantando os dedos. O terceiro, apressadamente, disse: - Três, e por fim o quarto disse: - Quatro. O garçon trouxe 10 cafezinhos. Ao ser indagado por que trouxera tanto café para quatro pessoas, ele respondeu: - Ora um pediu um, outro dois, outro três e o outro quatro faça a conta e vejam se não são 10!! Mais uma: O brasileiro examina o cardápio em um restaurante de Lisboa e chama o garçon para tirar uma dúvida. - Amigo, como é que vem este Filé à Moda da Casa? Ao que o garçon responde sem pestanejar - Sou eu mesmo que trago. E a melhor....O casal de brasileiros entra num restaurante na rua do Diário, que tem uma vista bonita para o rio e pergunta: - Podemos sentar naquela mesa que tem a vista para o rio? No que o garçon responde: - Acho melhor os senhores sentarem nas cadeiras!!! via Jorge Soares |
segunda-feira, 30 de maio de 2016
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