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A LÓGICA PORTUGUESA É DIFERENTE DA DO BRASILEIRO Brasileiro faz piada com português por não entender que os dois povos têm lógicas diferentes. O português é mais literal, cultiva um preciosismo de sintaxe. Veja só: Uma brasileira dirigia por Portugal, quando viu um carro com a porta de trás aberta. Solidária, conseguiu emparelhar e avisou: - A porta está aberta! A mulher que dirigia conferiu o problema e respondeu irritada: - Não, senhora. Ela está mal fechada! Outro brasileiro estava em Lisboa e numa sexta-feira perguntou a um comerciante se ele fechava no sábado. O vendedor respondeu que não. No sábado, o brasileiro voltou e deu com a cara na porta. Na segunda-feira, cobrou irritado do português: - O senhor disse que não fechava! O homem respondeu : - Mas como vamos fechar se não abrimos? Um jornalista hospedou-se há um mês num hotel em Évora. Na hora de abrir a água da pia se atrapalhou, pois na torneira azul estava escrito 'F' e na outra, preta, também 'F'. Confuso, quis saber da camareira o porquê dos dois 'efes'. A moça olhou-o com cara de espanto e respondeu, como quem fala com uma criança: - Ora pois, fria e fervente. Em Lisboa, a passeio, resolveu comprar uma gravata. Entrou numa loja do Chiado e, além da gravata, comprou ainda um par de meias, duas camisas sociais, uma polo esporte, um par de luvas e um cinto. Chorou um descontinho e pediu que fechasse a conta. Viu então que o vendedor pegou um lápis e papel e se pôs a fazer contas, multiplicando, somando, tirando porcentagem de desconto, e aí intrigado, perguntou: - O senhor não tem máquina de calcular? - Infelizmente não trabalhamos com eletrônicos, mas o senhor pode encontrar na loja justamente aqui ao lado... Há ainda a história de um que morou por um ano em Estoril e contou que, lá num certo dia, meio perdido na cidade, perguntou ao português: - Será que posso entrar nesta rua para ir ao aeroporto? - Poder o senhor pode, mas de jeito algum vai chegar ao aeroporto... Um turista brasileiro alugou um carro e decidiu ir à Espanha. Tomou uma estrada sem muita convicção e encontrando à beira da estrada um camponês, perguntou: - Amigo esta estrada vai para a Espanha? E o camponês respondeu: - Se ela for vai nos fazer muita falta por cá. Um grupo de brasileiros tendo terminado de almoçar quis tomar café. O primeiro disse: - Garçon, um café. O segundo disse: - dois, levantando os dedos. O terceiro, apressadamente, disse: - Três, e por fim o quarto disse: - Quatro. O garçon trouxe 10 cafezinhos. Ao ser indagado por que trouxera tanto café para quatro pessoas, ele respondeu: - Ora um pediu um, outro dois, outro três e o outro quatro faça a conta e vejam se não são 10!! Mais uma: O brasileiro examina o cardápio em um restaurante de Lisboa e chama o garçon para tirar uma dúvida. - Amigo, como é que vem este Filé à Moda da Casa? Ao que o garçon responde sem pestanejar - Sou eu mesmo que trago. E a melhor....O casal de brasileiros entra num restaurante na rua do Diário, que tem uma vista bonita para o rio e pergunta: - Podemos sentar naquela mesa que tem a vista para o rio? No que o garçon responde: - Acho melhor os senhores sentarem nas cadeiras!!! via Jorge Soares |
sábado, 4 de junho de 2016
UM TEXTO.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
sábado, 28 de maio de 2016
O DESPERTAR DOS MÁGICOS.....
sábado, 21 de maio de 2016
O MEU BALÃO.!!!!
quarta-feira, 18 de maio de 2016
O CEGO E A GUITARRA.....
sexta-feira, 13 de maio de 2016
VAMPIROS
terça-feira, 10 de maio de 2016
SOMOS FILHOS DA MADRUGADA!!!!
quinta-feira, 28 de abril de 2016
UM SINAL

Deixa-me um sinal
quando quiseres.
Uma pedra, uma estrela ou uma ave
um cheiro,
um aroma
ou um morango
Uma cruz
talhada na minha porta
Que o caminho eu acharei
encruzilhado
entre o gesto e o espanto
pressentido
entre o vácuo e o manto!
ou o mar !
ou o vento!
ou as velas do meu barco
parado algures
no inevitável
porto das esperas.
POEMA:
LuizaCaetano.
quinta-feira, 14 de abril de 2016
EM UM CANTO.....
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Em um canto do quarto, Estou a vê-la, se ela entrar, Uma sombra passa, Aqui está desaparecida, Vou abrir uma gaveta, Depois dois, depois três, Ela ainda não está aqui, Estou sentindo que me roça, Faço mudanças de cara, Ela não está aqui, Eu olho para debaixo da cama, Nada mais, Atrás da cortina, Sob a lâmpada, Enrolado num cobertor? Não, nada, ela desapareceu... Vejo algumas palhetas, Na borda da cama, Uma Sininho perdida, Sobre um travesseiro, Eu levanta o segundo, Foi agora encontrado, A minha fada, Toda dourada, Enrolada nas suas asas, Dormindo na minha cama! AD |
sábado, 9 de abril de 2016
O SINO DA MINHA ALDEIA!!!!
terça-feira, 5 de abril de 2016
quinta-feira, 17 de março de 2016
Neste dia quero ser mais otimista..
Abrir a janela da alma para um novo amanhecer…
lindo e belo de tempo ameno,
Deixo-a aberta para quem quiser sair..
ou ainda quem quiser entrar....
Abro a janela da alma…do meu coração.!
Brindamos...Tim...Tim
BOM DIA!! Ao um novo amanhecer. Gente Amada**
Abrir a janela da alma para um novo amanhecer…
lindo e belo de tempo ameno,
Deixo-a aberta para quem quiser sair..
ou ainda quem quiser entrar....
Abro a janela da alma…do meu coração.!
Brindamos...Tim...Tim
BOM DIA!! Ao um novo amanhecer. Gente Amada**
Que sejamos como a revoada dos pássaros, que voam livremente a procura de abrigo.
E sobre a paisagem da vida que foi desenhada por Deus, que se mantém como a esperança erguida como uma torre,um farol.
A na delicadeza das palavras que alimentam nosso coração,
aos pensamentos que alegram a nossa contínua esperança
Ao amor que flui como essência de uma flor,
e a amizade que permanece como uma luz divina
em nossos dias.
Que os nossos sentimentos permaneçam harmônicos
como uma sinfonia, alimentando a alma e o coração.
E sobre a paisagem da vida que foi desenhada por Deus, que se mantém como a esperança erguida como uma torre,um farol.
A na delicadeza das palavras que alimentam nosso coração,
aos pensamentos que alegram a nossa contínua esperança
Ao amor que flui como essência de uma flor,
e a amizade que permanece como uma luz divina
em nossos dias.
Que os nossos sentimentos permaneçam harmônicos
como uma sinfonia, alimentando a alma e o coração.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
PARA ALÉM DAS TUAS LÁGRIMAS!!!!
Para além das tuas
e das minhas lágrimas,
da tua e da minha dor,
num Adeus sem alma
nem cor
Para além
da morte de todos os dias
com a saudade afogada
no peito
pelas palavras não ditas
Para além de todas as limitações
e das distãncias infinitas
Fica o eterno futuro
feito de silêncio
como um muro
Luiza Caetano.
Imagem - Tela de Luiza Caetano - Pintora e Escritora
e das distãncias infinitas
Fica o eterno futuro
feito de silêncio
como um muro
Luiza Caetano.
Imagem - Tela de Luiza Caetano - Pintora e Escritora
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
FELIZ ANO NOVO!!!
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
"EU TE NOMEEI RAINHA"
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Jurando de não Mais em Outra Ver-me:
Jurando de não Mais em Outra Ver-me:
Como quando do mar tempestuoso
O marinheiro todo trabalhado,
De um naufrágio cruel saindo a nado,
Só de ouvir falar nele está medroso;
Firme jura que o vê-lo bonançoso
Do seu lar o não tire sossegado;
Mas esquecido já do horror passado,
Dele a fiar se torna cobiçoso;
Assi, Senhora, eu que da tormenta
De vossa vista fujo, por salvar-me,
Jurando de não mais em outra ver-me;
Com a alma que de vós nunca se ausenta,
Me torno, por cobiça de ganhar-me,
Onde estive tão perto de perder-me.
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
Como quando do mar tempestuoso
O marinheiro todo trabalhado,
De um naufrágio cruel saindo a nado,
Só de ouvir falar nele está medroso;
Firme jura que o vê-lo bonançoso
Do seu lar o não tire sossegado;
Mas esquecido já do horror passado,
Dele a fiar se torna cobiçoso;
Assi, Senhora, eu que da tormenta
De vossa vista fujo, por salvar-me,
Jurando de não mais em outra ver-me;
Com a alma que de vós nunca se ausenta,
Me torno, por cobiça de ganhar-me,
Onde estive tão perto de perder-me.
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
SOMENTE UMA LUZ.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
EU ERA FELIZ!!!!!
«E eu era feliz? Não sei, fui-o outrora agora.»
____________________________________
Fernando Pessoa.
____________________________________
Fernando Pessoa.
Pobre velha música!
Não sei porque agrado,
Enche-se de lágrimas
Meu olhar parado.
Recordo outro ouvir-te.
Não sei se te ouvi
Nessa minha infância
Que me lembra em ti.
Com que ânsia tão raiva
Quero aquele outrora!
E eu era feliz? Não sei:
Fui-o outrora agora.
Não sei porque agrado,
Enche-se de lágrimas
Meu olhar parado.
Recordo outro ouvir-te.
Não sei se te ouvi
Nessa minha infância
Que me lembra em ti.
Com que ânsia tão raiva
Quero aquele outrora!
E eu era feliz? Não sei:
Fui-o outrora agora.
sábado, 24 de outubro de 2015
TODOS TEMOS DEFEITOS!!!
Que toda a gente tem defeitos.
Que palavras não são só palavras.
Que uma camisola é muito mais que uma camisola quando
possui o cheiro daquela pessoa.
Que uma lágrima vale mais que um sorriso.
Que uma historia começa com um simples olhar.
Que vais ser sempre julgado por alguém.
Que uma música vale mais que mil palavras.
Que tens de lutar pelas pessoas que amas todos os dias.
Que toda a gente te vai desiludir.
Que um beijo não é só um beijo.
Que nada é para sempre.
Que uma atitude pode mudar o teu destino.
Que o " (...) e viveram felizes para sempre " não existe.
Que as coisas não se resolvem só com uma "desculpa".
Que uma brincadeira pode acabar mal.
Aprendes que haverá sempre um "e" ou um "mas" no final
de cada frase porque isto ainda não é o ponto final."
(d.a)
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
SONETO DA LAMENTAÇÃO
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"Há um menino dormindo na areia
um sono pra lá de profundo
é o sono de todo mundo
sem sonho, sem vida, sem veia.
As águas trouxeram o menino
sem mãe, sem pai e sem terra
despojo e despejo de guerra
jogado ao mar, sem destino.
O choro é tão forte e agudo
que por desgosto se espalha
no rosto de todo mundo.
E um pouco da minha esperança
padece, afogada na praia
no corpo daquela criança."
José Barbosa Junior - 03/09/2015
Via Dani Marinho
sábado, 22 de agosto de 2015
O MEU AVô....
Fernando Correia
18/8 ·
TESTEMUNHO DE UM BISNETO.
18/8 ·
TESTEMUNHO DE UM BISNETO.
DA .
Embora oriundo do Porto, o mestre fotógrafo Eduardo Correia foi um verdadeiro senense de alma e coração. Á nossa Terra, ao conselho e á Serra da Estrela, ele consagrou uma vida de arte e Amor. Mas, que se pode dizer mais além do muito que se escreveu sobre a obra fotográfica desse grande artista que foi Eduardo Correia?
O excelente suplemento da "Voz da Serra “de 29.6.91 todo ele dedicado a duas figuras ilustres da nossa Terra--Eduardo Correia e Luís ferreira Matias--descrevia de modo brilhante a obra e a personalidade do Mestre Fotógrafo, que com a magia da sua câmara de imagens, nesse tempo a preto e branco, divulgou as belezas dos herminios,por esse mundo além.
Desde os longínquos anos vinte que Mestre Eduardo Correia, coleccionou prémios e distinções no País e no estrangeiro.
Quis o destino que a revolução republicana do 5 de Outubro de 1910 fizesse cruzar, Eduardo Correia, nas suas deambulações fotográficas, em Vilar Formoso, com o senense, Artur Costa, irmão do nosso conterrâneo Afonso Costa.
O irmão do caudilho republicano rapidamente convenceu Eduardo Correia a ir para Seia captar imagens dos comícios anti-monárquicos.
O Mestre Fotógrafo, ao deparar com a extraordinária beleza das paisagens Serranas ficou fascinado, e prendeu-se para sempre com os encantos e magia das montanhas gigantescas e dos profundos vales.
Como ninguém mais soube captar com a sua câmara mágica a cor e a luz, a sombra e a vida que emana das alturas serranas. A fotografia do "Pastor Serrano" correu mundo e cobriu-se de fama e glória.
A sua permanente ânsia da perfeição, sem limites de tempo e paciência, resultavam obras-primas nas paisagens dantescas da nossa Serra.
Os Senenses do seu tempo, felizmente ainda alguns, recordam decerto, com emoção e saudade o verdadeiro espectáculo que o Mestre Eduardo Correia, proporcionava ao fotografar os noivos e os convidados...
Por trás do fole da sua velha câmara de tripé (Foto Grande) focava, mirava e ajeitava, mandava levantar as cabeças e abrir sorrisos, ia e vinha a colocar o pessoal na ordem, recomeçava...e exasperava os menos pacientes, até ao clique final do flamejar do magnésio, que assustava os mais pequenos mas exercia efeito impressionante nos menos afoitos...
Olha o passarinho! Olha o passarinho! Toca a sorrir senão levam nas orelhas! E depressa, ou fecho a máquina e acabou-se a festa...
Criançada em vésperas de exames de passagem e serranos em busca de outros mundos da emigração, ou mancebos a ir ´"as sortes" e doutores já de canudo, faziam procissão pela íngreme calçada que levava ao atelier do Mestre Eduardo Correia e que hoje, com toda a justiça, ostenta o seu nome.
Também neste caso em boa verdade se pode dizer que o santuário da fotografia de Eduardo Correia, foi em Seia, uma verdadeira instituição. Mestre Eduardo amava a sua família. Chamou do Porto, os irmãos, também eles consagrados á arte da imagem.
Vieram os filhos, o Gelmirêz-o famoso Mirêz hábil futebolista do Seia Futebol Clube o Raúl, o Eduardo e finalmente o Serafim que com o apoio de sua esposa, Rosinha, empunhou o testemunho e mantém para honra da arte da nossa Terra o prestígio e a qualidade herdados do Mestre Eduardo.
Na galeria dos grandes homens de SEIA O Mestre Eduardo Correia têm o seu merecido lugar.
(Texto extraído do livro "HISTÒRIAS DE SENASERRA" de Hermano M.Santos)
Embora oriundo do Porto, o mestre fotógrafo Eduardo Correia foi um verdadeiro senense de alma e coração. Á nossa Terra, ao conselho e á Serra da Estrela, ele consagrou uma vida de arte e Amor. Mas, que se pode dizer mais além do muito que se escreveu sobre a obra fotográfica desse grande artista que foi Eduardo Correia?
O excelente suplemento da "Voz da Serra “de 29.6.91 todo ele dedicado a duas figuras ilustres da nossa Terra--Eduardo Correia e Luís ferreira Matias--descrevia de modo brilhante a obra e a personalidade do Mestre Fotógrafo, que com a magia da sua câmara de imagens, nesse tempo a preto e branco, divulgou as belezas dos herminios,por esse mundo além.
Desde os longínquos anos vinte que Mestre Eduardo Correia, coleccionou prémios e distinções no País e no estrangeiro.
Quis o destino que a revolução republicana do 5 de Outubro de 1910 fizesse cruzar, Eduardo Correia, nas suas deambulações fotográficas, em Vilar Formoso, com o senense, Artur Costa, irmão do nosso conterrâneo Afonso Costa.
O irmão do caudilho republicano rapidamente convenceu Eduardo Correia a ir para Seia captar imagens dos comícios anti-monárquicos.
O Mestre Fotógrafo, ao deparar com a extraordinária beleza das paisagens Serranas ficou fascinado, e prendeu-se para sempre com os encantos e magia das montanhas gigantescas e dos profundos vales.
Como ninguém mais soube captar com a sua câmara mágica a cor e a luz, a sombra e a vida que emana das alturas serranas. A fotografia do "Pastor Serrano" correu mundo e cobriu-se de fama e glória.
A sua permanente ânsia da perfeição, sem limites de tempo e paciência, resultavam obras-primas nas paisagens dantescas da nossa Serra.
Os Senenses do seu tempo, felizmente ainda alguns, recordam decerto, com emoção e saudade o verdadeiro espectáculo que o Mestre Eduardo Correia, proporcionava ao fotografar os noivos e os convidados...
Por trás do fole da sua velha câmara de tripé (Foto Grande) focava, mirava e ajeitava, mandava levantar as cabeças e abrir sorrisos, ia e vinha a colocar o pessoal na ordem, recomeçava...e exasperava os menos pacientes, até ao clique final do flamejar do magnésio, que assustava os mais pequenos mas exercia efeito impressionante nos menos afoitos...
Olha o passarinho! Olha o passarinho! Toca a sorrir senão levam nas orelhas! E depressa, ou fecho a máquina e acabou-se a festa...
Criançada em vésperas de exames de passagem e serranos em busca de outros mundos da emigração, ou mancebos a ir ´"as sortes" e doutores já de canudo, faziam procissão pela íngreme calçada que levava ao atelier do Mestre Eduardo Correia e que hoje, com toda a justiça, ostenta o seu nome.
Também neste caso em boa verdade se pode dizer que o santuário da fotografia de Eduardo Correia, foi em Seia, uma verdadeira instituição. Mestre Eduardo amava a sua família. Chamou do Porto, os irmãos, também eles consagrados á arte da imagem.
Vieram os filhos, o Gelmirêz-o famoso Mirêz hábil futebolista do Seia Futebol Clube o Raúl, o Eduardo e finalmente o Serafim que com o apoio de sua esposa, Rosinha, empunhou o testemunho e mantém para honra da arte da nossa Terra o prestígio e a qualidade herdados do Mestre Eduardo.
Na galeria dos grandes homens de SEIA O Mestre Eduardo Correia têm o seu merecido lugar.
(Texto extraído do livro "HISTÒRIAS DE SENASERRA" de Hermano M.Santos)
sábado, 8 de agosto de 2015
LINDA!!!
domingo, 2 de agosto de 2015
POrTUGAL
Portugal
Avivo no teu rosto o rosto que me deste,
E torno mais real o rosto que te dou.
Mostro aos olhos que não te desfigura
Quem te desfigurou.
Criatura da tua criatura,
Serás sempre o que sou.
E eu sou a liberdade dum perfil
Desenhado no mar.
Ondulo e permaneço.
Cavo, remo, imagino,
E descubro na bruma o meu destino
Que de antemão conheço:
Teimoso aventureiro da ilusão,
Surdo às razões do tempo e da fortuna,
Achar sem nunca achar o que procuro,
Exilado
Na gávea do futuro,
Mais alta ainda do que no passado.
Miguel Torga, in 'Diário X'
E torno mais real o rosto que te dou.
Mostro aos olhos que não te desfigura
Quem te desfigurou.
Criatura da tua criatura,
Serás sempre o que sou.
E eu sou a liberdade dum perfil
Desenhado no mar.
Ondulo e permaneço.
Cavo, remo, imagino,
E descubro na bruma o meu destino
Que de antemão conheço:
Teimoso aventureiro da ilusão,
Surdo às razões do tempo e da fortuna,
Achar sem nunca achar o que procuro,
Exilado
Na gávea do futuro,
Mais alta ainda do que no passado.
Miguel Torga, in 'Diário X'
domingo, 26 de julho de 2015
JÁ PASSEI FRONTEIRAS!!!!
Já passei fronteiras
que doeram demais
para além do limiar
e do sentir
Fui cigana
de sinas consentidas
e
vi morrer o Sol
em muitas vidas
Hoje
sou a senhora do Mar
onde o verso
por vezes vira reverso
Sou a senhora de mim
A minha escrava
e também Raínha
Me conquistei
à custa da dor
e o meu reino
também foi de Amor.
LuizaCaetano
terça-feira, 21 de julho de 2015
COISAS VÁRIAS.....
"COISAS VÁRIAS" -
«– Até posso ser uma personagem de um filme,
Não realizado;
– Até posso ser uma figura de um romance,
Não escrito;
– Até posso ser uma actriz, sem papel,
Em qualquer peça de teatro,
Não concluída;
– Até posso ser uma das faces da Lua,
Não revelada;
– Até posso ser um raio de Sol,
Não iluminado;
– Até posso ser um borrão de tinta-da-china
Espalhado por uma grande folha de papel
Em branco;
– Até posso ser um quadro de Van Gogh,
Onde o Semeador lança as suas sementes,
Em Terra fértil;
– Até posso ser um marco do correio,
Aquele ali ao lado,
Onde a Amélia coloca, todos os dias, as cartas
Para o seu amante,
Que navega nos confins dos oceanos;
– Até posso ser um tronco seco
Daquele carvalho velho que habita,
Há gerações, no meu jardim;
– Até posso ser aquele molho de girassóis
Que cobre, de amarelo,
Os terrenos da minha quinta,
Que não existe;
– Até posso ser todos os velhos agoirentos
Que deixaram partir os barcos,
Que já não partem;
– Até posso ser todos os Adamastor(es),
Que já não assombram os mares;
– Até posso ser um Fernando Pessoa(s)
Nestes versos lançados ao mar
Na “Lisboa Revisitada”
Pelos turistas ingleses,
Que não percebem o que eu escrevo;
– Até posso ser um génio, agora brotante,
Da Poesia Portuguesa Contemporânea,
Mesmo que ninguém leia os meus versos
Em canto órfico, em canções de fado
Sem rima propositada.»
IR(Semi-heterónimo de Isabel Rosete), In Livro "FLUXOS DA MEMÓRIA",
«– Até posso ser uma personagem de um filme,
Não realizado;
– Até posso ser uma figura de um romance,
Não escrito;
– Até posso ser uma actriz, sem papel,
Em qualquer peça de teatro,
Não concluída;
– Até posso ser uma das faces da Lua,
Não revelada;
– Até posso ser um raio de Sol,
Não iluminado;
– Até posso ser um borrão de tinta-da-china
Espalhado por uma grande folha de papel
Em branco;
– Até posso ser um quadro de Van Gogh,
Onde o Semeador lança as suas sementes,
Em Terra fértil;
– Até posso ser um marco do correio,
Aquele ali ao lado,
Onde a Amélia coloca, todos os dias, as cartas
Para o seu amante,
Que navega nos confins dos oceanos;
– Até posso ser um tronco seco
Daquele carvalho velho que habita,
Há gerações, no meu jardim;
– Até posso ser aquele molho de girassóis
Que cobre, de amarelo,
Os terrenos da minha quinta,
Que não existe;
– Até posso ser todos os velhos agoirentos
Que deixaram partir os barcos,
Que já não partem;
– Até posso ser todos os Adamastor(es),
Que já não assombram os mares;
– Até posso ser um Fernando Pessoa(s)
Nestes versos lançados ao mar
Na “Lisboa Revisitada”
Pelos turistas ingleses,
Que não percebem o que eu escrevo;
– Até posso ser um génio, agora brotante,
Da Poesia Portuguesa Contemporânea,
Mesmo que ninguém leia os meus versos
Em canto órfico, em canções de fado
Sem rima propositada.»
IR(Semi-heterónimo de Isabel Rosete), In Livro "FLUXOS DA MEMÓRIA",
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Noites de tango.
(Noites de Tango,
e silencioso pranto!)
e silencioso pranto!)
Bocas mudas,
cheias de vazios, ardem
à espera de uma palavra,
ou de um beijo desejado
cheias de vazios, ardem
à espera de uma palavra,
ou de um beijo desejado
disfarçam lágrimas
em melancólicos sorrisos vãos,
contornados por ousados lábios
cheios de batom carmim
em melancólicos sorrisos vãos,
contornados por ousados lábios
cheios de batom carmim
(ao som de um Tango qualquer,
arrancado de um velho Bandoneón.)
arrancado de um velho Bandoneón.)
(ao abrigo do código do direito de autor)
Art by Andrew Atroshenko
sábado, 4 de julho de 2015
Quase um Poema de Amor
![]() |
Quase um Poema de Amor
Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
— Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
Miguel Torga, in 'Diário V'
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
— Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
Miguel Torga, in 'Diário V'
sexta-feira, 6 de março de 2015
Poemas de Saudade
(IREI FICAR AUSENTE POR UNS TEMPOS)
AUSÊNCIA
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinicius de MoraesPorque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Falo de Ti às Pedras das Estradas
Falo de ti às pedras das estradas,
E ao sol que e louro como o teu olhar,
Falo ao rio, que desdobra a faiscar,
Vestidos de princesas e de fadas;
Falo às gaivotas de asas desdobradas,
Lembrando lenços brancos a acenar,
E aos mastros que apunhalam o luar
Na solidão das noites consteladas;
Digo os anseios, os sonhos, os desejos
Donde a tua alma, tonta de vitória,
Levanta ao céu a torre dos meus beijos!
E os meus gritos de amor, cruzando o espaço,
Sobre os brocados fúlgidos da glória,
São astros que me tombam do regaço!
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
E ao sol que e louro como o teu olhar,
Falo ao rio, que desdobra a faiscar,
Vestidos de princesas e de fadas;
Falo às gaivotas de asas desdobradas,
Lembrando lenços brancos a acenar,
E aos mastros que apunhalam o luar
Na solidão das noites consteladas;
Digo os anseios, os sonhos, os desejos
Donde a tua alma, tonta de vitória,
Levanta ao céu a torre dos meus beijos!
E os meus gritos de amor, cruzando o espaço,
Sobre os brocados fúlgidos da glória,
São astros que me tombam do regaço!
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
O DIA DEU EM CHUVOSO!
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
"SEM"
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
É ACORDAR E SORRIR
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
APENAS SAUDADE!!!!!
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".Apenas saudade " Sinto. apenas sinto ... e diante desta solidão e agonia ...sei te queria. minha vida já não tem razão de ser ... vivo de um passado que admito queria de volta . mas já se faz tarde pra nós dois ... tudo acabou meu verso calado ... te sinto ao meu lado .... mas sem inspiração tão triste esse coração poeta perdido sem você nada mais irei compor sinto falta desse amor ! autoria :Luiza Senis |
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
A MENTIRA ESTÁ EM TI!!!
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
A MATRIZ!!!!
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NUNCA VOS PODEREI ESQUECER
A IGREJA POR ONDE TODOS PASSAMOS
SERÁ SEMPRE A NOSSA MATRIZ.
DIZEM OS MENOS SAUDOSOS
SÃO TEMPOS IDOS
TALVEZ NUNCA OS TIVESSEM VIVIDO!
VIVO NA ESPERANÇA DE
UM DIA LÁ VOLTAR!
UM BOM ANO PARA O PLANETA
.
ACABEM COM AS GUERRAS,DITADURAS E LEMBREM;
PORTUGAL,DITO,HÁ BEIRA MAR PLANTADO.
TEM NA SUA LONGA HISTÓRIA
CONQUISTAS EM QUE "DEU NOVOS
MUNDOS AO MUNDO
Elisabete Correia
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