sábado, 4 de junho de 2016

UM TEXTO.


A LÓGICA PORTUGUESA É DIFERENTE DA DO BRASILEIRO
Brasileiro faz piada com português por não entender que os dois povos têm lógicas diferentes. O português é mais literal, cultiva um preciosismo de sintaxe. Veja só:
Uma brasileira dirigia por Portugal, quando viu um carro com a porta de trás aberta. Solidária, conseguiu emparelhar e avisou:
- A porta está aberta!
A mulher que dirigia conferiu o problema e respondeu irritada:
- Não, senhora. Ela está mal fechada!

Outro brasileiro estava em Lisboa e numa sexta-feira perguntou a um comerciante se ele fechava no sábado. O vendedor respondeu que não. No sábado, o brasileiro voltou e deu com a cara na porta. Na segunda-feira, cobrou irritado do português:
- O senhor disse que não fechava!
O homem respondeu :
- Mas como vamos fechar se não abrimos?

Um jornalista hospedou-se há um mês num hotel em Évora. Na hora de abrir a água da pia se atrapalhou, pois na torneira azul estava escrito 'F' e na outra, preta, também 'F'. Confuso, quis saber da camareira o porquê dos dois 'efes'. A moça olhou-o com cara de espanto e respondeu, como quem fala com uma criança:
- Ora pois, fria e fervente.

Em Lisboa, a passeio, resolveu comprar uma gravata. Entrou numa loja do Chiado e, além da gravata, comprou ainda um par de meias, duas camisas sociais, uma polo esporte, um par de luvas e um cinto. Chorou um descontinho e pediu que fechasse a conta.
Viu então que o vendedor pegou um lápis e papel e se pôs a fazer contas, multiplicando, somando, tirando porcentagem de desconto, e aí intrigado, perguntou:
- O senhor não tem máquina de calcular?
- Infelizmente não trabalhamos com eletrônicos, mas o senhor pode encontrar na loja justamente aqui ao lado...

Há ainda a história de um que morou por um ano em Estoril e contou que, lá num certo dia, meio perdido na cidade, perguntou ao português:
- Será que posso entrar nesta rua para ir ao aeroporto?
- Poder o senhor pode, mas de jeito algum vai chegar ao aeroporto...

Um turista brasileiro alugou um carro e decidiu ir à Espanha. Tomou uma estrada sem muita convicção e encontrando à beira da estrada um camponês, perguntou:
- Amigo esta estrada vai para a Espanha?
E o camponês respondeu:
- Se ela for vai nos fazer muita falta por cá.

Um grupo de brasileiros tendo terminado de almoçar quis tomar café.
O primeiro disse:
- Garçon, um café.
O segundo disse:
- dois, levantando os dedos.
O terceiro, apressadamente, disse:
- Três, e por fim o quarto disse:
- Quatro.
O garçon trouxe 10 cafezinhos. Ao ser indagado por que trouxera tanto café para quatro pessoas, ele respondeu:
- Ora um pediu um, outro dois, outro três e o outro quatro faça a conta e vejam se não são 10!!

Mais uma:
O brasileiro examina o cardápio em um restaurante de Lisboa e chama o garçon para tirar uma dúvida.
- Amigo, como é que vem este Filé à Moda da Casa?
Ao que o garçon responde sem pestanejar
- Sou eu mesmo que trago.

E a melhor....O casal de brasileiros entra num restaurante na rua do Diário, que tem uma vista bonita para o rio e pergunta:
- Podemos sentar naquela mesa que tem a vista para o rio?
No que o garçon responde:
- Acho melhor os senhores sentarem nas cadeiras!!!
via Jorge Soares



segunda-feira, 30 de maio de 2016




Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amor amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias..."
Fernando Pessoa
 

sábado, 28 de maio de 2016

O DESPERTAR DOS MÁGICOS.....



" O Despertar dos Mágicos".

Quisera
te descrever
num verso
Âncora deslumbrada!
Esperança!
Oração!
Talvez perversa...
Talvez emocionada...
Pintar-te
Um quadro pleno de vida
Uma cruz ensanguentada
de Pôr do Sol
e
Alvorada
Um Altar!
Uma emoção!
Um pingo vermelho
de paixão!
Um Mar! Um barco!
Um cisco-Cio-saudade
Uma âncora deslumbrada
Quisera, Sim
meu Amor
ao vivo,madrugada!

Luiza Caetano.

sábado, 21 de maio de 2016

O MEU BALÃO.!!!!







Iniciei uma viagem:

Saí de lá,da minha terra

que fica a "abraçar" a Serra,

Sobrevoei rumo a um País Tropical.

Parei:

Era lindo,muito lindo!

Continuei navegando pelo rio

e preparei a partida

recordando uma dolorosa despedida.

Voltei para uma outra terra

que fica a "beijar" a Serra.

Gestos diferentes,sentimentos iguais!

Parei:

Era Feliz,muito feliz!

Continuei pelo rio... e ...e...

venho ao meu Porto de abrigo.

Berço da minha ascendência e descendência.

Sei que vivo e luto com a minha consciência.

Abri os olhos e o meu balão

não foi mais que uma remota ilusão!

(EU)

quarta-feira, 18 de maio de 2016

O CEGO E A GUITARRA.....




"O cego e a guitarra" de Fernando Pessoa
O ruído vário da rua
Passa alto por mim que sigo.
Vejo: cada coisa é sua
Oiço: cada som é consigo.

Sou como a praia a que invade
Um mar que torna a descer.
Ah, nisto tudo a verdade
É só eu ter que morrer.

Depois de eu cessar, o ruído.
Não, não ajusto nada
Ao meu conceito perdido
Como uma flor na estrada.

Cheguei à janela
Porque ouvi cantar.
É um cego e a guitarra
Que estão a chorar.

Ambos fazem pena,
São uma coisa só
Que anda pelo mundo
A fazer ter dó.

Eu também sou um cego
Cantando na estrada,
A estrada é maior
E não peço nada.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

VAMPIROS



No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas pela noite calada
Vêm em bandos com pés veludo
Chupar o sangue fresco da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada [Bis]

A toda a parte chegam os vampiros
Poisam nos prédios poisam nas calçadas
Trazem no ventre despojos antigos
Mas nada os prende às vidas acabadas

São os mordomos do universo todo
Senhores à força mandadores sem lei
Enchem as tulhas bebem vinho novo
Dançam a ronda no pinhal do rei

Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

No chão do medo tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos na noite abafada
Jazem nos fossos vítimas dum credo
E não se esgota o sangue da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhe franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
JOSE AFONSO “Vampiros”


DO MEU AMIGO.
CASANOVA

terça-feira, 10 de maio de 2016

SOMOS FILHOS DA MADRUGADA!!!!


Mikhail Bakhtin



Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nós vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor nos ramos
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praia do mar nós vamos
À procura da manhã clara

Lá de cima de uma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Cá de cima de uma montanha

quinta-feira, 28 de abril de 2016

UM SINAL




Foto de Rita Mara Lorusso Todeschi.
UM SINAL
Deixa-me um sinal
quando quiseres.
Uma pedra, uma estrela ou uma ave
um cheiro,
um aroma
ou um morango
Uma cruz
talhada na minha porta
Que o caminho eu acharei
encruzilhado
entre o gesto e o espanto
pressentido
entre o vácuo e o manto!
ou o mar !
ou o vento!
ou as velas do meu barco
parado algures
no inevitável
porto das esperas.


POEMA:

LuizaCaetano.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

EM UM CANTO.....




Em um canto do quarto,
Estou a vê-la, se ela entrar,
Uma sombra passa,
Aqui está desaparecida,
Vou abrir uma gaveta,
Depois dois, depois três,
Ela ainda não está aqui,
Estou sentindo que me roça,
Faço mudanças de cara,
Ela não está aqui,
Eu olho para debaixo da cama,
Nada mais,
Atrás da cortina,
Sob a lâmpada,
Enrolado num cobertor?
Não, nada, ela desapareceu...
Vejo algumas palhetas,
Na borda da cama,
Uma Sininho perdida,
Sobre um travesseiro,
Eu levanta o segundo,
Foi agora encontrado,
A minha fada,
Toda dourada,
Enrolada nas suas asas,
Dormindo na minha cama!


AD

sábado, 9 de abril de 2016

O SINO DA MINHA ALDEIA!!!!



Ó sino da minha aldeia 
dolente na tarde calma, 
cada tua badalada
soa dentro da minha alma...

E é tão lento o teu soar,
tão como triste da vida,
que já a primeira pancada
tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto,
quando passo, sempre errante,
és para mim como um sonho,
soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
vibrante no céu aberto,
sinto o passado mais longe,
sinto a saudade mais perto...

A.D.

terça-feira, 5 de abril de 2016



O Rosto Do Povo

Hirtas mãos azafamadas
Criativas, tão obreiras
Ergues as redes douradas
Contra as correntes blasfemas
E lavras as sementeiras
Como se fossem poemas
Pinto o céu, uma aguarela
Na beleza me comovo
Visto-me de caravela
Rasgo as lágrimas salgadas
Limpando o rosto do povo
P’las ondas desventuradas
Tu já nasceste um poeta
E fazes da desesperança
As palavras de um profeta
Alentado nos cansaços
E anuncias a mudança
Com molhos verdes de abraços
Tens no cheiro a maresia
Das ânsias da humanidade
Que carregas dia-a-dia
No teu peito tão enraizada
E transportas a saudade
À partida e à chegada


Maria Marques Jacinto

quinta-feira, 17 de março de 2016

Neste dia quero ser mais otimista..
Abrir a janela da alma para um novo amanhecer…
lindo e belo de tempo ameno,
Deixo-a aberta para quem quiser sair..
ou ainda quem quiser entrar....
Abro a janela da alma…do meu coração.!
Brindamos...Tim...Tim
BOM DIA!! Ao um novo amanhecer. Gente Amada**

Que sejamos como a revoada dos pássaros, que voam livremente a procura de abrigo.
E sobre a paisagem da vida que foi desenhada por Deus, que se mantém como a esperança erguida como uma torre,um farol.
A na delicadeza das palavras que alimentam nosso coração,
aos pensamentos que alegram a nossa contínua esperança
Ao amor que flui como essência de uma flor,
e a amizade que permanece como uma luz divina
em nossos dias.
Que os nossos sentimentos permaneçam harmônicos
como uma sinfonia, alimentando a alma e o coração.





Abrir a janela da alma para um novo amanhecer…
lindo e belo de tempo ameno,
Deixo-a aberta para quem quiser sair..
ou ainda quem quiser entrar....
Abro a janela da alma…do meu coração.!


Brindamos...Tim...Tim


BOM DIA!! 


Ao um novo amanhecer. Gente Amada**
Que sejamos como a revoada dos pássaros, que voam livremente a procura de abrigo.
E sobre a paisagem da vida que foi desenhada por Deus, que se mantém como a esperança erguida como uma torre,um farol.
A na delicadeza das palavras que alimentam nosso coração,
aos pensamentos que alegram a nossa contínua esperança
Ao amor que flui como essência de uma flor,
e a amizade que permanece como uma luz divina
em nossos dias.
Que os nossos sentimentos permaneçam harmônicos
como uma sinfonia, alimentando a alma e o coração.
AD
AD:




sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

PARA ALÉM DAS TUAS LÁGRIMAS!!!!


Para além das tuas
e das minhas lágrimas,
da tua e da minha dor,
num Adeus sem alma
nem cor
Para além
da morte de todos os dias
com a saudade afogada
no peito
pelas palavras não ditas

Para além de todas as limitações
e das distãncias infinitas

Fica o eterno futuro
feito de silêncio
como um muro

Luiza Caetano.
Imagem - Tela de Luiza Caetano - Pintora e Escritora

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

FELIZ ANO NOVO!!!



FELIZ ANO NOVO, DE NOVO !

“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente...

...Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.

Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente...

Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!!

(Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

"EU TE NOMEEI RAINHA"


Eu te nomeei rainha.
Há de mais altas de ti, de mais altas.
Há mais puras do que tu, mais puras.
Há mais belas do que tu, mais belas.
Mas tu és a rainha.
Quando vai para as ruas
Ninguém te reconhece
Ninguém vê a tua coroa de cristal, ninguém olha
O tapete de ouro vermelho
Que pise onde passos,
O tapete que não existe.
E quando te espia
Todos os rios ressoam
No meu corpo, abalam
O céu os sinos,
E um hino empie o mundo.
Só tu e eu
Só tu e eu, meu amor,
O Ouvimos.
P. Pablo Neruda

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Jurando de não Mais em Outra Ver-me:




Jurando de não Mais em Outra Ver-me:

Como quando do mar tempestuoso
O marinheiro todo trabalhado,
De um naufrágio cruel saindo a nado,
Só de ouvir falar nele está medroso;

Firme jura que o vê-lo bonançoso
Do seu lar o não tire sossegado;
Mas esquecido já do horror passado,
Dele a fiar se torna cobiçoso;

Assi, Senhora, eu que da tormenta
De vossa vista fujo, por salvar-me,
Jurando de não mais em outra ver-me;

Com a alma que de vós nunca se ausenta,
Me torno, por cobiça de ganhar-me,
Onde estive tão perto de perder-me.

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

sexta-feira, 6 de novembro de 2015



Quando
Coral a capela!
A areia pareceu papar
Naquele instante,
Eco visionário.

Um gole de silêncio
Um gole de solidão,
D’outro d’um verso
A ser versado, enfim,
Um poema ainda
Sem poesia.

Caminho de flores,
Janelas em tons nostálgicos
Como a melodia
Da camisola longa deixando
O corpo a pele nua, o entalhe
Em tons de amar.

Auber Fioravante Júnior
 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

SOMENTE UMA LUZ.



A TODA A MINHA FAMILIA E AMIGOS QUE PARTIRAM.



A saudade eterniza a presença de quem se foi. Com o tempo esta dor se aquieta, se transforma em silêncio que espera, pelos braços da vida um dia reencontrar.
- Pe. Fabio de Melo

A saudade existe não porque estamos longes. Mas porque um dia, estivemos juntos. 






quarta-feira, 28 de outubro de 2015

EU ERA FELIZ!!!!!





«E eu era feliz? Não sei, fui-o outrora agora.»
____________________________________

Fernando Pessoa.
Pobre velha música!
Não sei porque agrado,
Enche-se de lágrimas
Meu olhar parado.

Recordo outro ouvir-te.
Não sei se te ouvi
Nessa minha infância
Que me lembra em ti.

Com que ânsia tão raiva
Quero aquele outrora!
E eu era feliz? Não sei:
Fui-o outrora agora.


sábado, 24 de outubro de 2015

TODOS TEMOS DEFEITOS!!!



Que toda a gente tem defeitos.
Que palavras não são só palavras.
Que uma camisola é muito mais que uma camisola quando
possui o cheiro daquela pessoa.
Que uma lágrima vale mais que um sorriso.
Que uma historia começa com um simples olhar.
Que vais ser sempre julgado por alguém.
Que uma música vale mais que mil palavras.
Que tens de lutar pelas pessoas que amas todos os dias.
Que toda a gente te vai desiludir.
Que um beijo não é só um beijo.
Que nada é para sempre.
Que uma atitude pode mudar o teu destino.
Que o " (...) e viveram felizes para sempre " não existe.
Que as coisas não se resolvem só com uma "desculpa".
Que uma brincadeira pode acabar mal.
Aprendes que haverá sempre um "e" ou um "mas" no final
de cada frase porque isto ainda não é o ponto final."
(d.a)




sexta-feira, 4 de setembro de 2015

SONETO DA LAMENTAÇÃO

Soneto de Lamentação.

"Há um menino dormindo na areia
um sono pra lá de profundo
é o sono de todo mundo
sem sonho, sem vida, sem veia.
As águas trouxeram o menino
sem mãe, sem pai e sem terra
despojo e despejo de guerra
jogado ao mar, sem destino.
O choro é tão forte e agudo
que por desgosto se espalha
no rosto de todo mundo.
E um pouco da minha esperança
padece, afogada na praia
no corpo daquela criança."
José Barbosa Junior - 03/09/2015
Via Dani Marinho

sábado, 22 de agosto de 2015

O MEU AVô....


Fernando Correia
18/8 ·
TESTEMUNHO DE UM BISNETO.

DA .

Embora oriundo do Porto, o mestre fotógrafo Eduardo Correia foi um verdadeiro senense de alma e coração. Á nossa Terra, ao conselho e á Serra da Estrela, ele consagrou uma vida de arte e Amor. Mas, que se pode dizer mais além do muito que se escreveu sobre a obra fotográfica desse grande artista que foi Eduardo Correia?
O excelente suplemento da "Voz da Serra “de 29.6.91 todo ele dedicado a duas figuras ilustres da nossa Terra--Eduardo Correia e Luís ferreira Matias--descrevia de modo brilhante a obra e a personalidade do Mestre Fotógrafo, que com a magia da sua câmara de imagens, nesse tempo a preto e branco, divulgou as belezas dos herminios,por esse mundo além.
Desde os longínquos anos vinte que Mestre Eduardo Correia, coleccionou prémios e distinções no País e no estrangeiro.
Quis o destino que a revolução republicana do 5 de Outubro de 1910 fizesse cruzar, Eduardo Correia, nas suas deambulações fotográficas, em Vilar Formoso, com o senense, Artur Costa, irmão do nosso conterrâneo Afonso Costa.
O irmão do caudilho republicano rapidamente convenceu Eduardo Correia a ir para Seia captar imagens dos comícios anti-monárquicos.
O Mestre Fotógrafo, ao deparar com a extraordinária beleza das paisagens Serranas ficou fascinado, e prendeu-se para sempre com os encantos e magia das montanhas gigantescas e dos profundos vales.
Como ninguém mais soube captar com a sua câmara mágica a cor e a luz, a sombra e a vida que emana das alturas serranas. A fotografia do "Pastor Serrano" correu mundo e cobriu-se de fama e glória.
A sua permanente ânsia da perfeição, sem limites de tempo e paciência, resultavam obras-primas nas paisagens dantescas da nossa Serra.
Os Senenses do seu tempo, felizmente ainda alguns, recordam decerto, com emoção e saudade o verdadeiro espectáculo que o Mestre Eduardo Correia, proporcionava ao fotografar os noivos e os convidados...
Por trás do fole da sua velha câmara de tripé (Foto Grande) focava, mirava e ajeitava, mandava levantar as cabeças e abrir sorrisos, ia e vinha a colocar o pessoal na ordem, recomeçava...e exasperava os menos pacientes, até ao clique final do flamejar do magnésio, que assustava os mais pequenos mas exercia efeito impressionante nos menos afoitos...
Olha o passarinho! Olha o passarinho! Toca a sorrir senão levam nas orelhas! E depressa, ou fecho a máquina e acabou-se a festa...
Criançada em vésperas de exames de passagem e serranos em busca de outros mundos da emigração, ou mancebos a ir ´"as sortes" e doutores já de canudo, faziam procissão pela íngreme calçada que levava ao atelier do Mestre Eduardo Correia e que hoje, com toda a justiça, ostenta o seu nome.
Também neste caso em boa verdade se pode dizer que o santuário da fotografia de Eduardo Correia, foi em Seia, uma verdadeira instituição. Mestre Eduardo amava a sua família. Chamou do Porto, os irmãos, também eles consagrados á arte da imagem.
Vieram os filhos, o Gelmirêz-o famoso Mirêz hábil futebolista do Seia Futebol Clube o Raúl, o Eduardo e finalmente o Serafim que com o apoio de sua esposa, Rosinha, empunhou o testemunho e mantém para honra da arte da nossa Terra o prestígio e a qualidade herdados do Mestre Eduardo.
Na galeria dos grandes homens de SEIA O Mestre Eduardo Correia têm o seu merecido lugar.
(Texto extraído do livro "HISTÒRIAS DE SENASERRA" de Hermano M.Santos)



sábado, 8 de agosto de 2015

LINDA!!!


Emoticon heart Emoticon heart Emoticon heart linda Emoticon heart Emoticon heart Emoticon heart

A força a encontre em ti, ninguém te a
Pode dar.
A força de deixar ir, força
De esquecer, a força de viver, de
Continuar a lutar, a força de
Sorrir mesmo quando estamos
De fazê-lo, mesmo quando alguém vai querer leva com ela.
Ganha a uma batalha mas não sobre os outros,
Em si mesmo; a batalha da tua vida.
Encontre o sol dentro de ti, para que
Possa brilhar cada vez que a
Chuva vai querer molhar o seu sorriso
E insultar a tua alma.

M. Ghesini
(JEAN DO)

domingo, 2 de agosto de 2015

POrTUGAL


Portugal

Avivo no teu rosto o rosto que me deste, 
E torno mais real o rosto que te dou. 
Mostro aos olhos que não te desfigura 
Quem te desfigurou. 
Criatura da tua criatura, 
Serás sempre o que sou. 

E eu sou a liberdade dum perfil 
Desenhado no mar. 
Ondulo e permaneço. 
Cavo, remo, imagino, 
E descubro na bruma o meu destino 
Que de antemão conheço: 

Teimoso aventureiro da ilusão, 
Surdo às razões do tempo e da fortuna, 
Achar sem nunca achar o que procuro, 
Exilado 
Na gávea do futuro, 
Mais alta ainda do que no passado. 

Miguel Torga, in 'Diário X' 


domingo, 26 de julho de 2015

JÁ PASSEI FRONTEIRAS!!!!


Já passei fronteiras
que doeram demais
para além do limiar
e do sentir

Fui cigana
de sinas consentidas
e
vi morrer o Sol
em muitas vidas

Hoje
sou a senhora do Mar
onde o verso
por vezes vira reverso
Sou a senhora de mim
A minha escrava
e também Raínha

Me conquistei
à custa da dor
e o meu reino
também foi de Amor.

LuizaCaetano

terça-feira, 21 de julho de 2015

COISAS VÁRIAS.....

"COISAS VÁRIAS" -

«– Até posso ser uma personagem de um filme,
Não realizado;
– Até posso ser uma figura de um romance,
Não escrito;
– Até posso ser uma actriz, sem papel,
Em qualquer peça de teatro,
Não concluída;
– Até posso ser uma das faces da Lua,
Não revelada;
– Até posso ser um raio de Sol,
Não iluminado;
– Até posso ser um borrão de tinta-da-china
Espalhado por uma grande folha de papel
Em branco;
– Até posso ser um quadro de Van Gogh,
Onde o Semeador lança as suas sementes,
Em Terra fértil;
– Até posso ser um marco do correio,
Aquele ali ao lado,
Onde a Amélia coloca, todos os dias, as cartas
Para o seu amante,
Que navega nos confins dos oceanos;
– Até posso ser um tronco seco
Daquele carvalho velho que habita,
Há gerações, no meu jardim;
– Até posso ser aquele molho de girassóis
Que cobre, de amarelo,
Os terrenos da minha quinta,
Que não existe;
– Até posso ser todos os velhos agoirentos
Que deixaram partir os barcos,
Que já não partem;
– Até posso ser todos os Adamastor(es),
Que já não assombram os mares;
– Até posso ser um Fernando Pessoa(s)
Nestes versos lançados ao mar
Na “Lisboa Revisitada”
Pelos turistas ingleses,
Que não percebem o que eu escrevo;
– Até posso ser um génio, agora brotante,
Da Poesia Portuguesa Contemporânea,
Mesmo que ninguém leia os meus versos
Em canto órfico, em canções de fado
Sem rima propositada.»
IR(Semi-heterónimo de Isabel Rosete), In Livro "FLUXOS DA MEMÓRIA", 

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Noites de tango.

(Noites de Tango,
e silencioso pranto!)
Bocas mudas,
cheias de vazios, ardem 
à espera de uma palavra,
ou de um beijo desejado
disfarçam lágrimas
em melancólicos sorrisos vãos,
contornados por ousados lábios
cheios de batom carmim
(ao som de um Tango qualquer,
arrancado de um velho Bandoneón.)

(ao abrigo do código do direito de autor)
Art by Andrew Atroshenko

sábado, 4 de julho de 2015

Quase um Poema de Amor

Quase um Poema de Amor

Há muito tempo já que não escrevo um poema 
De amor. 
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza! 
A nossa natureza 
Lusitana 
Tem essa humana 
Graça 
Feiticeira 
De tornar de cristal 
A mais sentimental 
E baça 
Bebedeira. 

Mas ou seja que vou envelhecendo 
E ninguém me deseje apaixonado, 
Ou que a antiga paixão 
Me mantenha calado 
O coração 
Num íntimo pudor, 
— Há muito tempo já que não escrevo um poema 
De amor. 

Miguel Torga, in 'Diário V' 

sexta-feira, 6 de março de 2015

Poemas de Saudade

     (IREI FICAR AUSENTE POR UNS TEMPOS)                       


AUSÊNCIA
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinicius de Moraes

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Falo de Ti às Pedras das Estradas


Falo de ti às pedras das estradas,
E ao sol que e louro como o teu olhar,
Falo ao rio, que desdobra a faiscar,
Vestidos de princesas e de fadas;

Falo às gaivotas de asas desdobradas,
Lembrando lenços brancos a acenar,
E aos mastros que apunhalam o luar
Na solidão das noites consteladas;

Digo os anseios, os sonhos, os desejos
Donde a tua alma, tonta de vitória,
Levanta ao céu a torre dos meus beijos!

E os meus gritos de amor, cruzando o espaço,
Sobre os brocados fúlgidos da glória,
São astros que me tombam do regaço!

Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O DIA DEU EM CHUVOSO!


O Dia Deu em Chuvoso

O dia deu em chuvoso. 
A manhã, contudo, esteve bastante azul. 
O dia deu em chuvoso. 
Desde manhã eu estava um pouco triste. 

Antecipação! Tristeza? Coisa nenhuma? 
Não sei: já ao acordar estava triste. 
O dia deu em chuvoso. 

Bem sei, a penumbra da chuva é elegante. 
Bem sei: o sol oprime, por ser tão ordinário, um elegante. 
Bem sei: ser susceptível às mudanças de luz não é elegante. 
Mas quem disse ao sol ou aos outros que eu quero ser elegante? 
Dêem-me o céu azul e o sol visível. 
Névoa, chuvas, escuros — isso tenho eu em mim. 

Hoje quero só sossego. 
Até amaria o lar, desde que o não tivesse. 
Chego a ter sono de vontade de ter sossego. 
Não exageremos! 
Tenho efetivamente sono, sem explicação. 
O dia deu em chuvoso. 

Carinhos? Afetos? São memórias... 
É preciso ser-se criança para os ter... 
Minha madrugada perdida, meu céu azul verdadeiro! 
O dia deu em chuvoso. 

Boca bonita da filha do caseiro, 
Polpa de fruta de um coração por comer... 
Quando foi isso? Não sei... 
No azul da manhã... 

O dia deu em chuvoso. 

Álvaro de Campos, in "Poemas" 
Heterónimo de Fernando Pessoa
 
 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

"SEM"


" Sem... "
Vem dormir nos meus sonos
enquanto se acalma o mar.
Sinto assim um pedaço do teu amor
no fragmento imenso das noites dançarinas.
Os acordes do vento recordam-me
as noites em que esquecemos os demais,
aquelas eternas noites de portas douradas
sem o sabor amargo das palavras mudas
e da tristeza dos gestos quietos de hoje.
O tempo não teve compaixão
e o vazio das tuas sombras
desenham-se agora na cama
que um dia desejaste…
Secaram os beijos e as carícias
que galopam nos dias perdidos de ontem
e os sonhos que foram de outra cor
agora em fogo cinza,
dormem sob as pedras,
sem refúgio, sem calor
sem paixão, sem amor.
( © António Carlos Santos )
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In: Livro de poesia: "Da Geometria Do Amor"
Seda Publicações

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

É ACORDAR E SORRIR



É acordar e pensar que tens uma coroa na cabeça,
É acordar e perceber que tens mais um dia para viver.
É acordar, e sorrir,
É acordar e seguir.
É acordar e vestir,
Preparar mais um grande dia que está para vir.
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida,
E o ultimo nesta data,
Já nada voltará a ser como é,
É por isso que tens de fazer,
Fazer qualquer coisa,
Fazer para seres maior,
Fazer para viveres melhor.
Todos temos medos,
A diferença é que uns fogem deles,
E outros encaram-nos e aprendem.
É levantar e pensares que tens uma coroa na cabeça,
Que tens um poder infinito,
Que dos fracos não reza a história,
E dos insucessos pouco se faz memória.
É acordar e lutar,
É melhorar, é a mente domar,
É motivar, é triunfar.
É acordar e amar,
É acordar e despertar,
É acordar e agradecer,
É acordar,
É acordar, despertar, amar viver e SER!
SER O QUÊ?
SER MAIS FELIZ!
A.D.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

APENAS SAUDADE!!!!!



".Apenas saudade "

Sinto.
apenas 
sinto ...
e diante desta solidão
e agonia ...sei te queria.
minha vida já não tem
razão de ser ... vivo de
um passado que admito
queria de volta .
mas já se faz tarde pra
nós dois ...
tudo acabou meu verso
calado ... te sinto ao
meu lado ....
mas sem inspiração
tão
triste esse coração
poeta perdido sem você
nada mais irei compor
sinto falta desse amor !

autoria :Luiza Senis
 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A MENTIRA ESTÁ EM TI!!!



A Mentira Está em Ti

"Olá, guardador de rebanhos, 
Aí à beira da estrada, 
Que te diz o vento que passa?" 

"Que é vento, e que passa, 
E que já passou antes, 
E que passará depois. 
E a ti o que te diz?" 

"Muita cousa mais do que isso. 
Fala-me de muitas outras cousas. 
De memórias e de saudades 
E de cousas que nunca foram." 

"Nunca ouviste passar o vento. 
O vento só fala do vento. 
O que lhe ouviste foi mentira, 
E a mentira está em ti." 

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema X" 
Heterónimo de Fernando Pessoa 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

A MATRIZ!!!!

MINHA GENTE DE RAÍZ,
NUNCA VOS PODEREI ESQUECER
A IGREJA POR ONDE TODOS PASSAMOS
SERÁ SEMPRE A NOSSA MATRIZ.

DIZEM OS MENOS SAUDOSOS
SÃO TEMPOS  IDOS
TALVEZ NUNCA OS TIVESSEM VIVIDO!

VIVO NA ESPERANÇA DE
 UM DIA LÁ VOLTAR!

UM BOM ANO PARA O  PLANETA
.
ACABEM COM AS GUERRAS,DITADURAS E  LEMBREM;

PORTUGAL,DITO,HÁ BEIRA MAR PLANTADO.
TEM NA SUA LONGA HISTÓRIA
CONQUISTAS EM QUE "DEU NOVOS
MUNDOS AO MUNDO



Elisabete Correia