Hoje não sou
as margens que te enlaçam
como ninfa mareante,
a vogar arrebatada,
nua e pura, sem miragens,
na corrente do teu rio cristalino,
nem a água que corre sagaz
na pele do teu corpo ainda moço.
Hoje não sou o olhar atrevido
à janela da tua procura
no fundo chão da verdade,
nem gesto de pássaro errante
na tua rota aparente
de gazela perdida,
a viajar acordada na distância
que te aparta de mim.
Hoje não sou fome nem sede,
alvoroço, desejo ou ardor.
Muito menos o bombeiro incendiário
do teu acirrado fulgor,
ou mente de boca insana
que percorre, consistente,
a carne dos teus loucos segredos.
Hoje sou o silêncio
que escuta na concha
o mar do teu grito,
sou o sussurro do vento
sem distâncias
que te enroupa de concórdia,
sou o murmúrio da chuva miudinha
que te chama para a margem certa
num rio de janelas luminosas.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
TROMBETA.
sábado, 10 de setembro de 2016
SONETO PRESENTE.
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Soneto presente
Não me digam mais nada senão morro
aqui neste lugar dentro de mim a terra de onde venho é onde moro o lugar de que sou é estar aqui.
Não me digam mais nada senão falo
e eu não posso dizer eu estou de pé. De pé como um poeta ou um cavalo de pé como quem deve estar quem é.
Aqui ninguém me diz quando me vendo
a não ser os que eu amo os que eu entendo os que podem ser tanto como eu.
Aqui ninguém me põe a pata em cima
porque é de baixo que me vem acima a força do lugar que fôr o meu
José Carlos Ary dos Santos
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quinta-feira, 1 de setembro de 2016
PARA VIVER!!!!!!
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PARA VIVER "LEVE" CADA DIA DE SETEMBRO __________ Leve Consigo Apenas Coisas Boas Que Alimente Sua Alma, Que Te Dê Calmaria. Paz. Leve Os Risos Que Você Espalhou As "Fotos" De Coisas Belas Que Seu Coração Registrou. Leve A Ternura Dos Abraços Amigo. O Brilho Nos Olhos De Tudo Que Você Viu Com Amor E Amou. Leve A Dose Da "Recarga" Da Fé Que Se Acumulou. A Esperança Que Te Moveu Durante O Dia. Leve A Prece Que Sua Mente Criou...E Ore. Leve Deus Em Seu Coração...Juntinho De Você...Sempre."
_______Luandrade
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sexta-feira, 26 de agosto de 2016
SONETO DO AMIGO.
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SONETO DO AMIGO
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo Eis que ressurge noutro o velho amigo Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo Sempre comigo um pouco atribulado E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer E o espelho de minha alma multiplica...
Vinícius de Moraes.
A TODOS UM BOM F.DE SEMANA
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sábado, 20 de agosto de 2016
PÉROLA DO ATLANTICO
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PÉROLA DO ATLÂNTICO Olho para o meu eu e sei Tenho-te na minha existência Cheia de saudade, sempre te recordarei Meu nascimento e adolescência Daquela pérola no atlântico nascida Filha de Angola querida Entre o mar e a baía Destemidamente construída Feita de tão pura beleza Tu … LOBITO minha bela cidade Que fortaleces meu coração Abençoaste-me com a tua naturalidade Cheia de vaidade a tua cidadania É a minha saudade cheia de alegria Tens marginal, és litoral Sinto o teu cheiro tropical Nas ondas da tua maresia Resplandeces cheia de luz No deslumbramento do amanhecer Do por do sol que te enaltece A:D. |
terça-feira, 16 de agosto de 2016
domingo, 14 de agosto de 2016
PRINCIPALMENTE!!!!!
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Principalmente saber o que me diz a minha paixão Para poder falar com o meu coração E entender uma parte do meu eu Realizar meu sonho: Conquistar também o teu Eu gostaria de conhecer Todo o significado dum nobre sentimento Como o sol que tem o seu poente E o amanhã com o seu magico amanhecer Eu gostaria de fortalecer Teus segredos e vivências do teu amanhã Sacando dum génio, todas as magias Colorindo-te de amor e puras fantasias Fazendo-te acreditar O nascimento do teu renascer Analili, 18/04/2013 |
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
EU ERA A EVA!!!!!
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Eu era a Eva Criada para a felicidade de Adão Mais tarde fui Maria Dando à luz a...quele Que traria a salvação Mas isso não bastaria Para eu encontrar perdão. Passei a ser Amélia A mulher de verdade Para a sociedade Não tinha a menor vaidade Mas sonhava com a igualdade. Muito tempo depois decidi: Não dá mais! Quero minha dignidade Tenho meus ideais! Hoje não sou só esposa ou filha Sou pai, mãe, arrimo de família Sou caminhoneira, taxista, Piloto de avião, policial feminina, Operária em construção .. Ao mundo peço licença Para atuar onde quiser Meu sobrenome é COMPETÊNCIA E meu nome é MULHER !!! (O Autor é Desconhecido, mas um verdadeiro sábio) |
sábado, 30 de julho de 2016
ESTAÇÃO DE SÃO BENTO.(PORTO)
ESTAÇÃO DE SÃO BENTO
Praça de Almeida Garret, no centro da cidade do Porto
Entrou ao serviço no dia 7 de Novembro de 1896, muito embora só sido inaugurada oficialmente em só em 5 de Outubro de 1916.
«A Estação é célebre pelos seus painéis de azulejos, de temática histórica. Cobrindo uma superfície de cerca de 551 metros quadrados, representam, principalmente, cenas passadas no Norte do país, estando retratados, entre outras cenas, o Torneio de Arcos de Valdevez, a apresentação de Egas Moniz com os filhos ao Rei Afonso VII de Leão e Castela, no Século XII, a entrada de D. João I e de D. Filipa de Lencastre no Porto, em 1387, e a Conquista de Ceuta, em 1415; um friso colorido, no átrio, dedica-se à história dos transportes em Portugal, concluindo com a inauguração dos caminhos de ferro. Foram instalados entre 1905 e 1906 pelo artista Jorge
terça-feira, 26 de julho de 2016
SER AVÓ.......
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Teve tantos desenganos! Ficou branquinha, branquinha, Com os desgostos humanos. Hoje, na sua cadeira, Repousa, pálida e fria, Depois de tanta canseira: E cochila todo o dia, E cochila a noite inteira. Às vezes, porém, o bando Dos netos invade a sala . . . Entram rindo e papagueando: Este briga, aquele fala, Aquele dança, pulando . . . A velha acorda sorrindo, E a alegria a transfigura; Seu rosto fica mais lindo, Vendo tanta travessura, E tanto barulho ouvindo. Chama os netos adorados, Beija-os, e, tremulamente, Passa os dedos engelhados, Lentamente, lentamente, Por seus cabelos, doirados. Fica mais moça, e palpita, E recupera a memória, Quando um dos netinhos grita: "Ó vovó! conte uma história! Conte uma história bonita!" Então, com frases pausadas, Conta historias de quimeras, Em que há palácios de fadas, E feiticeiras, e feras, E princesas encantadas . . . E os netinhos estremecem, Os contos acompanhando, E as travessuras esquecem, — Até que, a fronte inclinando Sobre o seu colo, adormecem . . . |
sexta-feira, 22 de julho de 2016
LEMBRANÇAS
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LEMBRANÇAS "Era um tempo de aves brancas sulcando o céu como estradas de luz Um tempo onde os silêncios cantando a esperança e os sonhos te desenhavam sensualmente Vinhas com as mãos a abarrotar de estrelas e eu te esperava com o orvalho da noite e o alvorecer das rosas …urgentemente" LUIZA CAETANO |
quarta-feira, 13 de julho de 2016
OS TEUS PÉS!!!!!
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Os teus pés
Quando não posso contemplar teu rosto,
contemplo os teus pés. Teus pés de osso arqueado, teus pequenos pés duros. Eu sei que te sustentam e que teu doce peso sobre eles se ergue. Tua cintura e teus seios, a duplicada púrpura dos teus mamilos, a caixa dos teus olhos que há pouco levantaram vôo, a larga boca de fruta, tua rubra cabeleira, pequena torre minha. Mas se amo os teus pés é só porque andaram sobre a terra e sobre o vento e sobre a água, até me encontrarem." Pablo Neruda |
terça-feira, 12 de julho de 2016
segunda-feira, 11 de julho de 2016
VIVA PORTUGAL
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Heróis do mar, nobre povo, Nação valente, imortal, Levantai hoje de novo O esplendor de Portugal! Entre as brumas da memória, Ó Pátria sente-se a voz Dos teus egrégios avós, Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Contra os canhões marchar, marchar!Sobre a terra, sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar Contra os canhões marchar, marchar! Desfralda a invicta Bandeira, À luz viva do teu céu! Brade a Europa à terra inteira: Portugal não pereceu Beija o solo teu jucundo O Oceano, a rugir d'amor, E teu braço vencedor Deu mundos novos ao Mundo! Às armas, às armas! Sobre a terra, sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar Contra os canhões marchar, marchar! Saudai o Sol que desponta Sobre um ridente porvir; Seja o eco de uma afronta O sinal do ressurgir. Raios dessa aurora forte São como beijos de mãe, Que nos guardam, nos sustêm, Contra as injúrias da sorte. Às armas, às armas! Sobre a terra, sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar Contra os canhões marchar, marchar! Heróis do mar, nobre povo, Nação valente, imortal, Levantai hoje de novo O esplendor de Portugal! Entre as brumas da memória, Ó Pátria sente-se a voz Dos teus egrégios avós, Que há-de guiar-te à vitória! Às armas, às armas! Sobre a terra, sobre o mar, Às armas, às armas! Pela Pátria lutar DO AMIGO EDUARDO CASANOVA. |
quinta-feira, 30 de junho de 2016
TINHA OS GESTOS INOCENTES....
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Tinha os gestos inocentes, Seus olhos riam no fundo. Mas invisíveis serpentes Faziam-na ser do mundo. Tinha os gestos inocentes. Aqui tudo é paz e mar. Que longe a vista se perde Na solidão a tornar Em sombra o azul que é verde! Aqui tudo é paz e mar. Sim, poderia ter sido... Mas vontade nem razão O mundo têm conduzido A prazer ou conclusão. Sim, poderia ter sido... Agora não esqueço e sonho. Fecho os olhos, oiço o mar E de ouvi-lo bem, suponho Que vejo azul a esverdear. Agora não esqueço e sonho. Não foi propósito, não. Os seus gestos inocentes Tocavam no coração Como invisíveis serpentes. Não foi propósito, não. Durmo, desperto e sozinho. Que tem sido a minha vida? Velas de inútil moinho — Um movimento sem lida... Durmo, desperto e sozinho. Nada explica nem consola. Tudo está certo depois. Mas a dor que nos desola, A mágoa de um não ser dois — Nada explica nem consola. ~~ 29 - 3 - 1929 Fernando Pessoa |
quinta-feira, 23 de junho de 2016
QUANDO EU NASCI.....23/06/ ÁS 3H.
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Quando eu nasci,
ficou tudo como estava, Nem homens cortaram veias, nem o Sol escureceu, nem houve Estrelas a mais… Somente, esquecida das dores, a minha Mãe sorriu e agradeceu.
Quando eu nasci,
não houve nada de novo senão eu.
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém…
P’ra que o dia fosse enorme,
bastava toda a ternura que olhava nos olhos de minha Mãe…
José Régio
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quinta-feira, 16 de junho de 2016
HÁ PALAVRAS QUE NOS BEIJAM........
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Há Palavras que Nos Beijam
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'
sexta-feira, 10 de junho de 2016
DIA DE PORTUGAL.
Hoje é Dia de Portugal! Aqui deixo as palavras luminosas de Sophia de Mello Breyner Andresen! E Viva Portugal!
Pátria
Por um país de pedra e vento duro
Por um país de luz perfeita e clara
Pelo negro da Terra e pelo branco do muro
Pátria
Por um país de pedra e vento duro
Por um país de luz perfeita e clara
Pelo negro da Terra e pelo branco do muro
Pelos rostos de silêncio e de paciência
Que a miséria longamente desenhou
Rente aos ossos com toda a exactidão
Dum longo relatório irrecusável
E pelos rostos iguais ao sol e ao vento
E pela limpidez das tão amadas
Palavras sempre ditas com paixão
Pela cor e pelo peso das palavras
Pelo concreto silêncio limpo das palavras
Donde se erguem as coisas nomeadas
Pela nudez das palavras deslumbradas
-Pedra rio vento casa
Pranto dia canto alento
Espaço raiz e água
Ó minha pátria e meu centro
Me dói a lua me soluça o mar
Que a miséria longamente desenhou
Rente aos ossos com toda a exactidão
Dum longo relatório irrecusável
E pelos rostos iguais ao sol e ao vento
E pela limpidez das tão amadas
Palavras sempre ditas com paixão
Pela cor e pelo peso das palavras
Pelo concreto silêncio limpo das palavras
Donde se erguem as coisas nomeadas
Pela nudez das palavras deslumbradas
-Pedra rio vento casa
Pranto dia canto alento
Espaço raiz e água
Ó minha pátria e meu centro
Me dói a lua me soluça o mar
AMIZADES
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A gente se perde aos pouquinhos, se afastando de amizades verdadeiras, de amores eternos, de abraço de mãe, de carinho de gente que te conhece de verdade. E quando faz o caminho de volta, percebe que seu cantinho estava guardado na vida de cada um, que os braços continuavam estendidos, o colo pronto, o riso fácil e a casa segura. - Renata Fagundes - |
sábado, 4 de junho de 2016
UM TEXTO.
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A LÓGICA PORTUGUESA É DIFERENTE DA DO BRASILEIRO Brasileiro faz piada com português por não entender que os dois povos têm lógicas diferentes. O português é mais literal, cultiva um preciosismo de sintaxe. Veja só: Uma brasileira dirigia por Portugal, quando viu um carro com a porta de trás aberta. Solidária, conseguiu emparelhar e avisou: - A porta está aberta! A mulher que dirigia conferiu o problema e respondeu irritada: - Não, senhora. Ela está mal fechada! Outro brasileiro estava em Lisboa e numa sexta-feira perguntou a um comerciante se ele fechava no sábado. O vendedor respondeu que não. No sábado, o brasileiro voltou e deu com a cara na porta. Na segunda-feira, cobrou irritado do português: - O senhor disse que não fechava! O homem respondeu : - Mas como vamos fechar se não abrimos? Um jornalista hospedou-se há um mês num hotel em Évora. Na hora de abrir a água da pia se atrapalhou, pois na torneira azul estava escrito 'F' e na outra, preta, também 'F'. Confuso, quis saber da camareira o porquê dos dois 'efes'. A moça olhou-o com cara de espanto e respondeu, como quem fala com uma criança: - Ora pois, fria e fervente. Em Lisboa, a passeio, resolveu comprar uma gravata. Entrou numa loja do Chiado e, além da gravata, comprou ainda um par de meias, duas camisas sociais, uma polo esporte, um par de luvas e um cinto. Chorou um descontinho e pediu que fechasse a conta. Viu então que o vendedor pegou um lápis e papel e se pôs a fazer contas, multiplicando, somando, tirando porcentagem de desconto, e aí intrigado, perguntou: - O senhor não tem máquina de calcular? - Infelizmente não trabalhamos com eletrônicos, mas o senhor pode encontrar na loja justamente aqui ao lado... Há ainda a história de um que morou por um ano em Estoril e contou que, lá num certo dia, meio perdido na cidade, perguntou ao português: - Será que posso entrar nesta rua para ir ao aeroporto? - Poder o senhor pode, mas de jeito algum vai chegar ao aeroporto... Um turista brasileiro alugou um carro e decidiu ir à Espanha. Tomou uma estrada sem muita convicção e encontrando à beira da estrada um camponês, perguntou: - Amigo esta estrada vai para a Espanha? E o camponês respondeu: - Se ela for vai nos fazer muita falta por cá. Um grupo de brasileiros tendo terminado de almoçar quis tomar café. O primeiro disse: - Garçon, um café. O segundo disse: - dois, levantando os dedos. O terceiro, apressadamente, disse: - Três, e por fim o quarto disse: - Quatro. O garçon trouxe 10 cafezinhos. Ao ser indagado por que trouxera tanto café para quatro pessoas, ele respondeu: - Ora um pediu um, outro dois, outro três e o outro quatro faça a conta e vejam se não são 10!! Mais uma: O brasileiro examina o cardápio em um restaurante de Lisboa e chama o garçon para tirar uma dúvida. - Amigo, como é que vem este Filé à Moda da Casa? Ao que o garçon responde sem pestanejar - Sou eu mesmo que trago. E a melhor....O casal de brasileiros entra num restaurante na rua do Diário, que tem uma vista bonita para o rio e pergunta: - Podemos sentar naquela mesa que tem a vista para o rio? No que o garçon responde: - Acho melhor os senhores sentarem nas cadeiras!!! via Jorge Soares |
segunda-feira, 30 de maio de 2016
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Da maneira mais discreta que eu souber. Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar. Sem forçar tua vontade. Sem falar, quando for hora de calar. E sem calar, quando for hora de falar. Nem ausente, nem presente por demais. Simplesmente, calmamente, ser-te paz. É bonito ser amor amigo, mas confesso é tão difícil aprender! E por isso eu te suplico paciência. Vou encher este teu rosto de lembranças, Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias..." Fernando Pessoa |
sábado, 28 de maio de 2016
O DESPERTAR DOS MÁGICOS.....
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" O Despertar dos Mágicos". Quisera te descrever num verso Âncora deslumbrada! Esperança! Oração! Talvez perversa... Talvez emocionada... Pintar-te Um quadro pleno de vida Uma cruz ensanguentada de Pôr do Sol e Alvorada Um Altar! Uma emoção! Um pingo vermelho de paixão! Um Mar! Um barco! Um cisco-Cio-saudade Uma âncora deslumbrada Quisera, Sim meu Amor ao vivo,madrugada! Luiza Caetano. |
sábado, 21 de maio de 2016
O MEU BALÃO.!!!!
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Iniciei uma viagem: Saí de lá,da minha terra que fica a "abraçar" a Serra, Sobrevoei rumo a um País Tropical. Parei: Era lindo,muito lindo! Continuei navegando pelo rio e preparei a partida recordando uma dolorosa despedida. Voltei para uma outra terra que fica a "beijar" a Serra. Gestos diferentes,sentimentos iguais! Parei: Era Feliz,muito feliz! Continuei pelo rio... e ...e... venho ao meu Porto de abrigo. Berço da minha ascendência e descendência. Sei que vivo e luto com a minha consciência. Abri os olhos e o meu balão não foi mais que uma remota ilusão! (EU) |
quarta-feira, 18 de maio de 2016
O CEGO E A GUITARRA.....
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"O cego e a guitarra" de Fernando Pessoa O ruído vário da rua Passa alto por mim que sigo. Vejo: cada coisa é sua Oiço: cada som é consigo.
Sou como a praia a que invade
Um mar que torna a descer. Ah, nisto tudo a verdade É só eu ter que morrer. Depois de eu cessar, o ruído. Não, não ajusto nada Ao meu conceito perdido Como uma flor na estrada. Cheguei à janela Porque ouvi cantar. É um cego e a guitarra Que estão a chorar. Ambos fazem pena, São uma coisa só Que anda pelo mundo A fazer ter dó. Eu também sou um cego Cantando na estrada, A estrada é maior E não peço nada. |
sexta-feira, 13 de maio de 2016
VAMPIROS
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No céu cinzento sob o astro mudo Batendo as asas pela noite calada Vêm em bandos com pés veludo Chupar o sangue fresco da manada Se alguém se engana com seu ar sisudo E lhes franqueia as portas à chegada Eles comem tudo eles comem tudo Eles comem tudo e não deixam nada [Bis] A toda a parte chegam os vampiros Poisam nos prédios poisam nas calçadas Trazem no ventre despojos antigos Mas nada os prende às vidas acabadas São os mordomos do universo todo Senhores à força mandadores sem lei Enchem as tulhas bebem vinho novo Dançam a ronda no pinhal do rei Eles comem tudo eles comem tudo Eles comem tudo e não deixam nada No chão do medo tombam os vencidos Ouvem-se os gritos na noite abafada Jazem nos fossos vítimas dum credo E não se esgota o sangue da manada Se alguém se engana com seu ar sisudo E lhe franqueia as portas à chegada Eles comem tudo eles comem tudo Eles comem tudo e não deixam nada Eles comem tudo eles comem tudo Eles comem tudo e não deixam nada JOSE AFONSO “Vampiros” DO MEU AMIGO. CASANOVA |
terça-feira, 10 de maio de 2016
SOMOS FILHOS DA MADRUGADA!!!!
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Mikhail Bakhtin
Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nós vamos À procura de quem nos traga Verde oliva de flor nos ramos Navegamos de vaga em vaga Não soubemos de dor nem mágoa Pelas praia do mar nós vamos À procura da manhã clara Lá de cima de uma montanha Acendemos uma fogueira Para não se apagar a chama Que dá vida na noite inteira Mensageira pomba chamada Companheira da madrugada Quando a noite vier que venha Cá de cima de uma montanha |
quinta-feira, 28 de abril de 2016
UM SINAL

Deixa-me um sinal
quando quiseres.
Uma pedra, uma estrela ou uma ave
um cheiro,
um aroma
ou um morango
Uma cruz
talhada na minha porta
Que o caminho eu acharei
encruzilhado
entre o gesto e o espanto
pressentido
entre o vácuo e o manto!
ou o mar !
ou o vento!
ou as velas do meu barco
parado algures
no inevitável
porto das esperas.
POEMA:
LuizaCaetano.
quinta-feira, 14 de abril de 2016
EM UM CANTO.....
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Em um canto do quarto, Estou a vê-la, se ela entrar, Uma sombra passa, Aqui está desaparecida, Vou abrir uma gaveta, Depois dois, depois três, Ela ainda não está aqui, Estou sentindo que me roça, Faço mudanças de cara, Ela não está aqui, Eu olho para debaixo da cama, Nada mais, Atrás da cortina, Sob a lâmpada, Enrolado num cobertor? Não, nada, ela desapareceu... Vejo algumas palhetas, Na borda da cama, Uma Sininho perdida, Sobre um travesseiro, Eu levanta o segundo, Foi agora encontrado, A minha fada, Toda dourada, Enrolada nas suas asas, Dormindo na minha cama! AD |
sábado, 9 de abril de 2016
O SINO DA MINHA ALDEIA!!!!
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Ó sino da minha aldeia dolente na tarde calma, cada tua badalada soa dentro da minha alma... E é tão lento o teu soar, tão como triste da vida, que já a primeira pancada tem o som de repetida. Por mais que me tanjas perto, quando passo, sempre errante, és para mim como um sonho, soas-me na alma distante. A cada pancada tua, vibrante no céu aberto, sinto o passado mais longe, sinto a saudade mais perto... A.D. |
terça-feira, 5 de abril de 2016
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O Rosto Do Povo Hirtas mãos azafamadas Criativas, tão obreiras Ergues as redes douradas Contra as correntes blasfemas E lavras as sementeiras Como se fossem poemas Pinto o céu, uma aguarela Na beleza me comovo Visto-me de caravela Rasgo as lágrimas salgadas Limpando o rosto do povo P’las ondas desventuradas Tu já nasceste um poeta E fazes da desesperança As palavras de um profeta Alentado nos cansaços E anuncias a mudança Com molhos verdes de abraços Tens no cheiro a maresia Das ânsias da humanidade Que carregas dia-a-dia No teu peito tão enraizada E transportas a saudade À partida e à chegada
Maria Marques Jacinto
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quinta-feira, 17 de março de 2016
Neste dia quero ser mais otimista..
Abrir a janela da alma para um novo amanhecer…
lindo e belo de tempo ameno,
Deixo-a aberta para quem quiser sair..
ou ainda quem quiser entrar....
Abro a janela da alma…do meu coração.!
Brindamos...Tim...Tim
BOM DIA!! Ao um novo amanhecer. Gente Amada**
Abrir a janela da alma para um novo amanhecer…
lindo e belo de tempo ameno,
Deixo-a aberta para quem quiser sair..
ou ainda quem quiser entrar....
Abro a janela da alma…do meu coração.!
Brindamos...Tim...Tim
BOM DIA!! Ao um novo amanhecer. Gente Amada**
Que sejamos como a revoada dos pássaros, que voam livremente a procura de abrigo.
E sobre a paisagem da vida que foi desenhada por Deus, que se mantém como a esperança erguida como uma torre,um farol.
A na delicadeza das palavras que alimentam nosso coração,
aos pensamentos que alegram a nossa contínua esperança
Ao amor que flui como essência de uma flor,
e a amizade que permanece como uma luz divina
em nossos dias.
Que os nossos sentimentos permaneçam harmônicos
como uma sinfonia, alimentando a alma e o coração.
E sobre a paisagem da vida que foi desenhada por Deus, que se mantém como a esperança erguida como uma torre,um farol.
A na delicadeza das palavras que alimentam nosso coração,
aos pensamentos que alegram a nossa contínua esperança
Ao amor que flui como essência de uma flor,
e a amizade que permanece como uma luz divina
em nossos dias.
Que os nossos sentimentos permaneçam harmônicos
como uma sinfonia, alimentando a alma e o coração.
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Abrir a janela da alma para um novo amanhecer…
lindo e belo de tempo ameno,
Deixo-a aberta para quem quiser sair.. ou ainda quem quiser entrar.... Abro a janela da alma…do meu coração.! Brindamos...Tim...Tim BOM DIA!! Ao um novo amanhecer. Gente Amada**
Que sejamos como a revoada dos pássaros, que voam livremente a procura de abrigo.
E sobre a paisagem da vida que foi desenhada por Deus, que se mantém como a esperança erguida como uma torre,um farol. A na delicadeza das palavras que alimentam nosso coração, aos pensamentos que alegram a nossa contínua esperança Ao amor que flui como essência de uma flor, e a amizade que permanece como uma luz divina em nossos dias. Que os nossos sentimentos permaneçam harmônicos como uma sinfonia, alimentando a alma e o coração.
AD
AD:
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
PARA ALÉM DAS TUAS LÁGRIMAS!!!!
Para além das tuas
e das minhas lágrimas,
da tua e da minha dor,
num Adeus sem alma
nem cor
Para além
da morte de todos os dias
com a saudade afogada
no peito
pelas palavras não ditas
Para além de todas as limitações
e das distãncias infinitas
Fica o eterno futuro
feito de silêncio
como um muro
Luiza Caetano.
Imagem - Tela de Luiza Caetano - Pintora e Escritora
e das distãncias infinitas
Fica o eterno futuro
feito de silêncio
como um muro
Luiza Caetano.
Imagem - Tela de Luiza Caetano - Pintora e Escritora
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
FELIZ ANO NOVO!!!
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FELIZ ANO NOVO, DE NOVO ! “Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente... ...Para você, Desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada. Para você, Desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar. Para você neste novo ano, Desejo que os amigos sejam mais cúmplices, Que sua família esteja mais unida, Que sua vida seja mais bem vivida. Gostaria de lhe desejar tantas coisas. Mas nada seria suficiente... Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua FELICIDADE!!! (Carlos Drummond de Andrade) |
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
"EU TE NOMEEI RAINHA"
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Eu te nomeei rainha. Há de mais altas de ti, de mais altas. Há mais puras do que tu, mais puras. Há mais belas do que tu, mais belas. Mas tu és a rainha. Quando vai para as ruas Ninguém te reconhece Ninguém vê a tua coroa de cristal, ninguém olha O tapete de ouro vermelho Que pise onde passos, O tapete que não existe. E quando te espia Todos os rios ressoam No meu corpo, abalam O céu os sinos, E um hino empie o mundo. Só tu e eu Só tu e eu, meu amor, O Ouvimos. P. Pablo Neruda |
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Jurando de não Mais em Outra Ver-me:
Jurando de não Mais em Outra Ver-me:
Como quando do mar tempestuoso
O marinheiro todo trabalhado,
De um naufrágio cruel saindo a nado,
Só de ouvir falar nele está medroso;
Firme jura que o vê-lo bonançoso
Do seu lar o não tire sossegado;
Mas esquecido já do horror passado,
Dele a fiar se torna cobiçoso;
Assi, Senhora, eu que da tormenta
De vossa vista fujo, por salvar-me,
Jurando de não mais em outra ver-me;
Com a alma que de vós nunca se ausenta,
Me torno, por cobiça de ganhar-me,
Onde estive tão perto de perder-me.
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
Como quando do mar tempestuoso
O marinheiro todo trabalhado,
De um naufrágio cruel saindo a nado,
Só de ouvir falar nele está medroso;
Firme jura que o vê-lo bonançoso
Do seu lar o não tire sossegado;
Mas esquecido já do horror passado,
Dele a fiar se torna cobiçoso;
Assi, Senhora, eu que da tormenta
De vossa vista fujo, por salvar-me,
Jurando de não mais em outra ver-me;
Com a alma que de vós nunca se ausenta,
Me torno, por cobiça de ganhar-me,
Onde estive tão perto de perder-me.
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
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Quando Coral a capela! A areia pareceu papar Naquele instante, Eco visionário.
Um gole de silêncio
Um gole de solidão, D’outro d’um verso A ser versado, enfim, Um poema ainda Sem poesia. Caminho de flores, Janelas em tons nostálgicos Como a melodia Da camisola longa deixando O corpo a pele nua, o entalhe Em tons de amar. Auber Fioravante Júnior |
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
SOMENTE UMA LUZ.
A TODA A MINHA FAMILIA E AMIGOS QUE PARTIRAM. ![]() |
A saudade eterniza a presença de quem se foi. Com o tempo esta dor se aquieta, se transforma em silêncio que espera, pelos braços da vida um dia reencontrar. - Pe. Fabio de Melo A saudade existe não porque estamos longes. Mas porque um dia, estivemos juntos. |
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
EU ERA FELIZ!!!!!
«E eu era feliz? Não sei, fui-o outrora agora.»
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Fernando Pessoa.
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Fernando Pessoa.
Pobre velha música!
Não sei porque agrado,
Enche-se de lágrimas
Meu olhar parado.
Recordo outro ouvir-te.
Não sei se te ouvi
Nessa minha infância
Que me lembra em ti.
Com que ânsia tão raiva
Quero aquele outrora!
E eu era feliz? Não sei:
Fui-o outrora agora.
Não sei porque agrado,
Enche-se de lágrimas
Meu olhar parado.
Recordo outro ouvir-te.
Não sei se te ouvi
Nessa minha infância
Que me lembra em ti.
Com que ânsia tão raiva
Quero aquele outrora!
E eu era feliz? Não sei:
Fui-o outrora agora.
sábado, 24 de outubro de 2015
TODOS TEMOS DEFEITOS!!!
Que toda a gente tem defeitos.
Que palavras não são só palavras.
Que uma camisola é muito mais que uma camisola quando
possui o cheiro daquela pessoa.
Que uma lágrima vale mais que um sorriso.
Que uma historia começa com um simples olhar.
Que vais ser sempre julgado por alguém.
Que uma música vale mais que mil palavras.
Que tens de lutar pelas pessoas que amas todos os dias.
Que toda a gente te vai desiludir.
Que um beijo não é só um beijo.
Que nada é para sempre.
Que uma atitude pode mudar o teu destino.
Que o " (...) e viveram felizes para sempre " não existe.
Que as coisas não se resolvem só com uma "desculpa".
Que uma brincadeira pode acabar mal.
Aprendes que haverá sempre um "e" ou um "mas" no final
de cada frase porque isto ainda não é o ponto final."
(d.a)
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
SONETO DA LAMENTAÇÃO
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"Há um menino dormindo na areia
um sono pra lá de profundo
é o sono de todo mundo
sem sonho, sem vida, sem veia.
As águas trouxeram o menino
sem mãe, sem pai e sem terra
despojo e despejo de guerra
jogado ao mar, sem destino.
O choro é tão forte e agudo
que por desgosto se espalha
no rosto de todo mundo.
E um pouco da minha esperança
padece, afogada na praia
no corpo daquela criança."
José Barbosa Junior - 03/09/2015
Via Dani Marinho
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